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September , 2010
Friday





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Archive for dezembro, 2008

Entrevista com Maria Rita Gramigna

Posted by Admin On dezembro - 31 - 2008 ADD COMMENTS

O suíço Jean Piaget acreditava que nenhum homem nasce inteligente, mas que o aprendizado acontece a partir da interação entre o indivíduo e as respostas aos estímulos externos. A tese, batizada de construtivismo, é um aguilhão à criatividade e ao uso de métodos de expressão mais lúdicos, como, por exemplo, os chamados jogos de trabalho. A professora Maria Rita Gramigna, uma das referências no Brasil sobre o assunto, escreveu em 1993 o livro Jogos de Empresa, quando compilou os jogos mais conhecidos em uma só publicação. A obra se tornou referência para profissionais da área e, em 2007, chegou à sua segunda edição pela Editora Pearson, como título líder de vendas.

Segundo Maria Rita, os jogos empresariais podem ser aplicados em diversas situações dentro de uma companhia (e, em alguns casos, fora dela). Ela explica que, da seleção ao treinamento, é possível usar a técnica para colher dados a respeito de candidatos a vagas, verificar competências, diagnosticar clima e desenvolver características valorizadas pela empresa entre os colaboradores. Na nova edição do livro, Rita traz mais orientações a respeito da aplicação do método, desvenda mitos a respeito do assunto e também inclui novos jogos, com uma síntese de resultados alcançados depois da aplicação de cada um deles.

A autora é conhecida na América Latina e na Europa, onde leciona o módulo "Jogos de Empresa", no Mestrado em Criatividade Total Aplicada da Universidade Fernando Pessoa, em Porto, Portugal. Em entrevista ao CanalRh, ela fala um pouco mais sobre o histórico e o aproveitamento dos Jogos de Empresa no Brasil.

CanalRh: A senhora é pioneira, no País, no desenvolvimento e aplicação de jogos de empresa. Como surgiu a idéia de reunir essas técnicas em um livro?

Maria Rita Gramigna: Por ser pedagoga, quando comecei a atuar na área de Recursos Humanos, na década de 1980, tive a oportunidade de colocar as idéias construtivistas de Piaget em prática nas organizações. A princípio, utilizava somente as dinâmicas de grupo. Entretanto, em 1984 fiz um curso de Jogos de Empresa ministrado por um consultor português e fiquei fascinada pela técnica. Pesquisei bastante nos anos seguintes e organizei uma metodologia de aplicação de jogos corporativos, alvo de meu primeiro livro editado pela Pearson em 1993. O livro Jogos de Empresa se tornou um best seller e o primeiro do tipo a ser publicado por um autor nacional.

CanalRh: Qual a importância do jogo empresarial para uma companhia e o que pode ser descoberto sobre os colaboradores a partir da aplicação da atividade lúdica?

Rita: O jogo de empresa é uma ferramenta efetiva quando se trata do desenvolvimento e da identificação de competências. Eles permitem que os jogadores tenham uma série de insights, percepções sobre suas dificuldades e potencialidades, reflexões sobre melhorias para alcançar a excelência, sempre em um ambiente participativo.

CanalRh: A técnica vem sendo bem utilizada pelas organizações?


Rita:
Nos anos 80, início da difusão dos jogos no Brasil, eram poucas as empresas que adotavam tal prática. A princípio, os jogos costumavam ser mais utilizados em Treinamento e Desenvolvimento com foco no redirecionamento do comportamento e atitudes grupais. Hoje em dia, o jogo de empresa faz parte de praticamente todos os programas internos: treinamento e desenvolvimento, processos de seleção, formação de bancos de informações sobre o potencial dos colaboradores, identificação de lacunas de competências, diagnósticos de clima em áreas específicas e como elemento dinamizador de convenções.

CanalRh: Além dos processos organizacionais, em que outras situações o uso de jogos empresariais é indicado?


Rita:
Nos últimos cinco anos, fui procurada para criar jogos específicos para grandes convenções, com objetivos que variam desde a integração dos participantes até a sensibilização do grupo para um redirecionamento estratégico. Outro espaço que se abriu para os profissionais que atuam com jogos foram as instituições de ensino superior, os cursos de MBA e os de pós-graduação. Nestes casos, o jogo é inserido para dinamizar as aulas e para internalizar indicadores de competências.

CanalRh: Como é feita a análise das características dos colaboradores a partir do jogo?

Rita:
Durante a aplicação de um jogo, é possível observar o profissional em ação, permitindo aos consultores internos verificar o nível de proficiência do colaborador a partir dos indicadores de competências que compõem o perfil do cargo analisado. Geralmente, esta avaliação é acompanhada de outras informações obtidas nas entrevistas individuais ou coletivas, na aplicação de inventários e nas informações sobre desempenho dos participantes do processo. Quando reunidos, os dados permitem ao avaliador desenhar o perfil de competências em potencial dos candidatos, com um nível maior de assertividade.

CanalRh: Existe diferença entre as dinâmicas de grupo e os jogos empresariais?

Rita: Jogo de Empresa e Dinâmica de Grupo são duas metodologias diferentes, sendo que para atuar com o jogo é recomendável, também, conhecimento das técnicas de dinâmica dos grupos. O jogo tem como alvo os processos empresariais, como o planejamento; e as dinâmicas, os processos grupais, que interferem diretamente nos resultados da empresa. Logo, um é auxiliar do outro. As dinâmicas são muito importantes para o desenvolvimento integral do ser humano e dos negócios.

CanalRh: As empresas estão fazendo, cada vez mais, uso do computador e de jogos eletrônicos para treinamento e seleção de pessoas. A senhora acha que esse tipo de jogo tem mais eficácia que os tradicionais?


Rita:
Independentemente do recurso utilizado, o que define ou não a eficácia de um jogo de empresa é um conjunto de indicadores na hora de sua escolha. As perguntas que devem ser feitas para a escolha do método são: Qual é a clientela final? Qual objetivo desejo alcançar? Qual o tempo e os recursos que tenho à mão? Que competências desejo desenvolver ou avaliar? Qual o nível de conhecimento e experiência do aplicador? A escolha do tipo de jogo está condicionada a estas respostas.

CanalRh: A senhora fala que há alguns mitos que ainda prevalecem a respeito dos jogos empresariais. Que mitos seriam esses?


Rita:
Um dos mitos que felizmente vem sendo minimizado nos últimos tempos é aquele ancorado na crença da impossibilidade de ser feliz no trabalho. Tal crença reflete, diretamente, na metodologia de jogos de empresa. Por tratar-se de atividade lúdica, por meio da qual as pessoas jogam em um ambiente espontâneo e participativo, a prática de jogos ainda suscita críticas daqueles que não têm as informações sobre seus benefícios e vantagens. Em 1992, uma revista de circulação nacional dedicou cinco páginas em matéria sobre o tema, contendo críticas pesadas às empresas que utilizavam metodologias lúdicas e criativas para treinamento de executivos. Eu ainda lembro do título: "Picaretagem ou Técnica de Infantilização de Adultos?". Quinze anos depois, ainda existem profissionais que acreditam no mito de que não é possível aprender e se divertir.

CanalRh: Durante os anos de trabalho, a senhora pôde notar se algumas competências ‘prevalecem’ em determinadas áreas de atuação?


Rita
: Há várias dependendo do tipo de negócio (ver quadro completo abaixo). Nas indústrias, por exemplo, são valorizados a capacidade empreendedora, o trabalho sob pressão e a comunicação. Na área de telefonia, há uma demanda por pessoas criativas e flexíveis.

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Desejo a você …

Posted by Admin On dezembro - 31 - 2008 4 COMMENTS

Fruto do mato, Cheiro de jardim
Namoro no portão, Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor, Sábado com seu amor
Filme do Carlitos, Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga, Viver sem inimigos
Filme antigo na TV, Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você, Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior, Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável, Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia, Rever uma velha amizade
Não ter que ouvir a palavra não, nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança, Ouvir canto de passarinho, Rir como criança
Escrever um poema de Amor, Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira, Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção, Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada, Pôr-do-Sol na roça
Uma festa, Um violão, Uma seresta
Recordar um amor antigo, Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria, Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo, Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém, Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco, Bolero de Ravel
E muito, MUITO carinho!

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Inteligência Emocional, Passaporte para o Sucesso.

Posted by Admin On dezembro - 30 - 2008 2 COMMENTS

O mercado está em constante transformação e, por isso, é preciso estar atento as suas novas exigências. Quando pensamos nas características que as grandes empresas buscam em um bom profissional, por exemplo, podemos notar que houve uma grande mudança de referencial nos últimos anos. Se antes o desejado era aquela pessoa com alto grau de conhecimento técnico, que produzia muito em pouco tempo, hoje o mais buscado é o profissional que também administra as suas emoções de maneira inteligente para alcançar resultados surpreendentes.
As novas gerações apresentam uma grande similaridade entre no que diz respeito à sua formação técnica. Muitos já possuem graduação, pós-graduação e MBA por volta dos 28 anos, mas ainda continua difícil encontrar quem sabe controlar suas emoções em busca de objetivos pessoais que estejam alinhados aos interesses da empresa. Isso é um ponto fundamental no processo de desenvolvimento e aprimoramento profissional de um indivíduo.
Um indivíduo emocionalmente inteligente consegue mobilizar suas emoções estrategicamente para alcançar suas metas. Para isso, ele consegue reconhecer, aceitar, escolher e gerenciar o que sente durante as mais diversas situações. Conheço muitas pessoas que deixaram de alcançar melhores cargos por terem perdido o equilíbrio em determinado momento. Quem nunca teve vontade de mandar tudo para o ar? Acredito que a maioria de nós. O importante é saber que isso pode nos aliviar na hora, mas será que não trará problemas depois?
O ser humano é racional e emocional, invariavelmente e ao mesmo tempo. Por isso, quando alguém dizer que você precisa ser mais isso ou aquilo tome cuidado. Costumo ilustrar essa situação da seguinte maneira: imagine um goleiro que vai defender um pênalti sem um dos braços. Impossível, não é? O mesmo aconteceria com uma pessoa que eliminasse a razão ou a emoção de seu dia a dia. Precisamos buscar a harmonia e quanto mais a razão trabalhar com a emoção, mais força e potencial a pessoa terá. Em momentos de tensão, de desafios e de crises, as emoções são colocadas a prova e solicitadas para contribuírem com ações racionais que levem a busca de oportunidades e gere desenvolvimento.
A atual crise financeira é um exemplo de situação que exige muito controle emocional. Por conta de um movimento de mercado, até alguns meses atrás a bolsa de valores era tida com um ótimo lugar para aportar investimentos. Por isso, muitas pessoas acabaram comprando papéis por impulso, sem estudar suas ações ou realizarem qualquer tipo de planejamento. Com as quedas vertiginosas das bolsas em todo o mundo, os investidores impulsivos estão sofrendo muito mais do que aqueles que sabiam o que estavam fazendo. Isso
nos deixa claro que, por mais assertivas que possam parecer no curto prazo, não podemos tomar atitudes pautadas apenas pelo “calor do momento”.
A inteligência emocional pode ser desenvolvida, por meio de trabalhos que envolvem algumas competências do indivíduo, ou seja, características mensuráveis que diferenciam o nível de desempenho de uma pessoa em determinada situação. Durante os trabalhos de Coaching, procuro me basear no modelo criado por Daniel Goleman e Richard Boyatzis. Por isso, costumo trabalhar cinco áreas distintas:
                        Eu me conheço – É a área do autoconhecimento, a sinceridade que cada um tem consigo mesmo para avaliar as suas habilidade de maneira verdadeira, abrindo-se para feedbacks, para reconhecer como as suas emoções afetam seu desempenho e a ligação entre o que pensa, sente e sua maneira de agir. Pare alguns minutos antes de enfrentar um desafio que gere alguma tensão emocional e pergunte-se: Qual é a emoção que estou sentindo neste momento? Como eu posso pensar e agir diferente nesta situação?
 
                        Eu me gerencio – Aqui busco trabalhar o autocontrole, que permite a pessoa pensar antes de agir, conseguindo, assim, administrar seus impulsos para não explodir e depois se arrepender. Ter a capacidade de adaptar-se as situações para alcançar um objetivo, além de flexibilidade e foco em momentos de pressão são exercícios do auto-gerenciamento. Tenha sempre um objetivo em mente e pense quais seriam os passos para alcançá-lo. Pergunte-se freqüentemente: Qual comportamento construtivo eu posso ter agora para alcançar meu objetivo?
 
                        Motivação – É fundamental os indivíduos terem um propósito, um motivo para agir. Estar pronto para agarrar as oportunidades, superar os obstáculos e aprender com eles para seguir em frente é muito importante. Saiba que o fracasso é um julgamento em curto prazo e trabalhe constante e incessantemente em busca de resultados positivos. Mobilize pessoas para alcançar a realização. Uma pessoa motivada é sinal de iniciativa e persistência. Reflita: suas decisões são motivadas pelo medo de perder ou pela esperança de ganhar? O que você precisa fazer para alcançar seu objetivo?
 
                        Eu conheço os outros – Aqui peço para as pessoas olharem para suas equipes e para as pessoas ao seu redor. É preciso mostrar sensibilidade a perspectiva alheia, buscar maneiras de conquistar a confiança e aumentar o nível de satisfação dos outros. Enxergar as diferenças como oportunidades de desenvolvimento faz toda a diferença. Nesta área se avalia a capacidade de se colocar no lugar do outro, compreendê-lo e entender verdadeiramente o que se passa com ele. Faça uma lista das qualidades, talentos e dificuldades das pessoas ao seu redor. Identificar as pessoas que tem poder e influência nos relacionamentos com a sua equipe pode ajudar no seu próprio posicionamento. Pense também nas idéias pré-concebidas que você tem do seu chefe, clientes e liderados;
 
                        Eu gerencio os outros – Aqui exercitamos a liderança situacional, gerenciamos conflitos, colaboramos e trabalhamos em equipe, construímos alianças e desenvolvemos os outros. Nesta área pode-se observar a capacidade de lidar com pessoas difíceis. Desafiar o status quo, ou seja, a maneira como as coisas são é uma forma de avaliar como você gerencia os outros. Aproveite para refletir sobre algo importante que deseja comunicar e se pergunte: O que é mais importante nesta mensagem para mim? E para os outros? Pense, ainda, se existe uma melhor maneira de dizer o que deseja.
 
Invista em atividades que possam lhe trazer maior equilíbrio emocional, pois isso é valorizado em todas as empresas, ainda que em alguns lugares essa característica receba nomes e descrições diferentes, como “uma equipe com iniciativa”, “um líder que alcance resultados e que gerencie crises e processo de mudança”. Estamos falando de pessoas que conhecem e gerenciam suas emoções, tem motivos para agir, reconhecem as diferenças, constroem alianças, desenvolvem os, o que, por sua vez, irá gerar resultados surpreendentes.
 
 
 
Carlos Cruz atua como Coach Executivo e de Equipes, Conferencista em Desenvolvimento Humano e Diretor da UP Treinamentos & Consultoria.
Ministra palestras e treinamentos focados no desenvolvimento humano, abordando temas como: criatividade, relações humanas no trabalho, atendimento ao cliente, liderança, coaching, motivação, comunicação, empreendedorismo, vendas e negociação. www.carloscruz.com.br

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Neste site são disponibilizados para vocês os textos motivacionais diversos que o pessoal da área de recursos humanos tem usado bastante para colocar nos quadros da empresa ou para enviar aos seus colaboradores… Temos também diversos vídeos muito úteis e de excelente qualidade que não se pode perder a chance de conhecer!

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