Comemoração ou obrigação?
Toda festa de fim de ano se divide em três partes: o planejamento, a execução e as explicações. O grande momento da festa é uma cerimônia chamada de amigo secreto. Para evitar que alguém fique sem presente é feito um sorteio. Aí, algumas pessoas serão obrigadas a comprar um presente para alguém a quem jamais pensaria em dar um presente. Para os mais azarados o amigo secreto de fim de ano pode ser um inimigo declarado do ano inteiro.
Mas a parte mais importante da cerimônia do amigo secreto não é o presente, é um pequeno discurso. Quem vai dar o presente precisa dar dicas de quem é o amigo. E o resto fica tentando adivinhar. O resto, no caso, é aquele grupo chamado “tem quem gosta”, que mostra enorme empolgação. Porque o grupo “tem quem detesta” fica num canto, olhando o relógio e exercitando a virtude da paciência. Já o grupo “faz de conta” fica imaginando como seria bom se alguns chefes e colegas fossem tão atenciosos o ano inteiro e não apenas num dia do ano.
Outra parte essencial da festa essencial é o coquetel. Ele será o responsável pela terceira parte da festa: as explicações que terão que ser dadas depois, porque, na medida em que o coquetel avança, as pessoas vão se revelando. Os emotivos choram; os felizes ficam muito mais felizes; e os chatos se tornam ainda mais chatos.
Para quem têm amor à carreira, quatro dicas:
-
Não exagere na bebida. Encha uma taça, tom um gole e fique circulando com ela.
-
Escute muito e fale pouco.
-
Concentre-se nos elogios. Não critique nada, nem ninguém. E nunca concorde com quem está criticando alguém.
-
No momento em que você pensar se já está na hora de ir embora é porque à hora de ir embora já passou.
Fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/Fantastico/0,,AA1666142-8648,00.html
“Se não puder fazer tudo, faça tudo que puder.”
Compartilhado por: Edna Paiva
Categoria: Administração, Motivação, Pessoal
Enviar por email
Imprimir este Post
