Contratar seguros
Por exemplo, veja o seguro do seu automóvel. Se você poupar por um tempo, terá o valor de um outro automóvel aplicado, não havendo necessidade de segurar o atual. O problema é se você tiver o carro roubado um mês após tomar a decisão de começar a fazer a poupança.
Por essa razão, é recomendável pensar em abandonar os seguros somente após seguir dois passos importantes. Primeiro, contratar um seguro caso você ainda não tenha poupança suficiente para garantir a cobertura do risco de seu bem. Segundo, começar a fazer poupança, e seguir investindo ao mesmo tempo em que mantém o pagamento dos seguros. No dia em que a poupança formada for maior que o valor da cobertura de seu seguro, é interessante que você deixe de pagar o seguro e passe a poupar o valor que antes destinava à cobertura do risco.
O mesmo vale para o plano de saúde. Para um casal, é importante que ambos tenham seu plano de saúde, pois uma doença repentina em um dos dois pode arrasar um planejamento familiar. Ainda mais se vocês têm planos para ter filhos em breve.
Porém, se a família é grande, três filhos, percebe-se que pagar um plano de saúde é uma grande perda de dinheiro, já que a chance de todos ficarem doentes simultaneamente é praticamente nula. Com o valor atual dos planos, compensa (e muito) ir formando uma aplicação específica para a saúde, usufruindo de bons médicos e cuidando de ter uma vida saudável.
Se esta poupança é feita desde a juventude (fase menos propícia a tratamentos caros), será viável fazer uma fortuna em provisões para tratamentos futuros - a ponto de chegar um nível em que a renda gerada pelas reservas da saúde possa ser passada para a carteira normal de investimentos da família. É um ponto para se refletir.
(texto: Gustavo Cerbasi - www.maisdinheiro.com.br)
Categoria: Administração, Planejamento
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