Feliz 2008 - Mais Cabeça Do Que Sorte

Fonte: Gazeta Mercantil – SP – Vida Executiva – 23/01/2008

O ano novo chegou, mas somente agora tenho oportunidade dividir com os leitores meus votos para o novo desafio que começa.

Em meu artigo de novembro, sugeri ao leitor que iniciasse um processo de balanço, pessoal e profissional, do ano de 2007. Quem fez, ótimo! Quem não o fez, ainda dá tempo. É o momento de ter metas claras nos dois âmbitos para poder gerenciar as suas ações e atingir os resultados esperados.

O ano já começa aquecido! Durante o primeiro mês, tivemos oportunidade de continuar vivendo o dinamismo com que o mercado fechou o último ciclo. Obviamente, parte desta euforia vem do crescimento de 2007, mas também já sentimos as preocupações estratégicas de nossos clientes, de estarem preparados para um novo desafio de forma consciente e pragmática. Mas ainda e, por que não dizer, otimista.

Na minha opinião, empresas nacionais e internacionais, de vários tamanhos e culturas, buscam melhoria continua em termos estruturais para poderem atingir seus planos e metas. A diferença com o início de 2007 é de que a gestão dos negócios está muito mais sintonizada para poder avaliar e lidar com as oportunidades e dificuldades que estão por vir.

Não enxergo mais somente executivos e empresários eufóricos, focados em planos auspiciosos e míopes às duras realidades do mercado; mas sim colegiados estratégicos sólidos e conscientes, buscando pisar em pedras seguras e alinhados com a difícil sustentabilidade dos mercados.

Já foi dito: “Os homens serão julgados por suas ações, e suas ações pelos seus resultados.” Acho que seja uma boa máxima para auxiliar neste processo de planejamento de vida.

Parar. Avaliar o que aconteceu, como e por quê. Analisar os erros e acertos e, finalmente, definir onde devemos, mas principalmente onde queremos chegar, é imprescindível para poder agir.

É muito importante lembrar que “não agir” também é uma decisão e uma ação tão séria quanto à inversa. A ação é como uma semente que, plantada, poderá nos servir de frutos mais ou menos suculentos no futuro, e serão com estes frutos, ou melhor, resultados que teremos que gerir nossos caminhos lá na frente.

Somente poderemos ter alguma certeza dos resultados se tivermos consciência de nossas decisões, e somente poderemos decidir se tentarmos definir objetivos claros.

Em quase 24 anos de carreira, 12 como executivo, e já quase outros 12 na área de capital humano, atendendo dezenas de clientes e entrevistando centenas de profissionais, pude aprender que aqueles que planejam tem muito mais chance de “chegar lá”.

Provavelmente por esta razão acredito muito pouco em sorte, mas muito em usar nossa massa cinzenta, somada à intuição e à emoção para guiar o destino, tanto empresarialmente, como pessoalmente e profissionalmente.

Dizem que se conselho fosse bom, ninguém dava de graça. Mas o que estou sugerindo não é um conselho, mas sim uma realidade aprendida à posteriori, baseada nas angústias e sucessos de pessoas reais.

(Luiz Wever - Sócio-diretor da Ray & Berndtson. E-mail: wever@rayeb.com.br)

1 Estrela2 Estrelas3 Estrelas4 Estrelas5 Estrelas (Artigo sem votos)
Loading ... Loading ...


Deixe um comentario