Gerente de gente
Postado em 28 de abril de 2008 por Prof. Rita Alonso
“Estratégico não é mais o petróleo, a energia, o telefone, o asfalto. Estratégico é investir em gente”. Esta frase ganha uma importância toda especial pela pessoa que a pronunciou, pois ela nunca exerceu cargo executivo de Recursos Humanos. Foi um engenheiro civil, com formação em Economia, professor universitário, matemático, exímio jogador de xadrez e ex-Ministro da Fazendo do Brasil - o saudoso Mário Henrique Simonsen (1935-1997) - talento digno de um prêmio Nobel de Economia. Provavelmente, a sensibilidade para ter se expressado dessa forma tenha origem na sua veia artística, pois foi um especialista em música clássica, além de barítono.
A importância das pessoas, destacada por ele, no planejamento estratégico das empresas ganhou força diante da acirramento da competitividade internacional, que exige tecnologia, mas também muita pedagogia. Entendendo que Gestor de Pessoas são todos os diretores, gerentes e chefes de todas as áreas. Eeles devem, em primeiro lugar, saber quem são, o que sabem, o que fazem, o que pensam e, principalmente, o que sentem os seus colaboradores. Com este diagnóstico em mente, devem ser especialistas no exercício da comunicação, motivação e liderança, afim de facilitar o desenvolvimento das competências e habilidades dos funcionários.
Para que este objetivo seja atingido plenamente, os dirigentes devem agregar valor com a prática da interatividade, primeiro passo para a implementação da liderança compartilhada. É ela que determina o aumento da produtividade - fazer cada vez mais, e melhor, com cada vez menos - fator indispensável à lucratividade das empresas. A maior virtude da liderança não está na necessária competência técnica do dirigente, mas na sua capacidade de negociação e na sua habilidade de se relacionar com todos os níveis hierárquicos.
Lidar adequadamente com as pessoas é agregar valor à gestão, pois viabiliza o aproveitamento dos pontos fortes de cada um e assegura o sucesso da liderança compartilhada - equilíbrio entre autoridade e responsabilidade. O maior desafio para que estes objetivos sejam atingidos pode estar na conclusão a que chegou uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral (MG), cuja coordenadora, professora Betânia Tanure de Barros afirma: “Se comparado a 30 anos atrás, o nível de concentração de poder mudou pouco no Brasil. Só o discurso é diferente”. E ela vai mais longe: “Os modelos de gestão são mais democráticos, mas as estruturas ainda são fortemente hierárquizadas”.
O elevado grau de distanciamento que existe entre o chefe e o funcionário, na maioria das empresas e órgãos públicos, bloqueia a criatividade e desestimula o espírito empreendedor, gerando perdas enormes, não mensuráveis no dia-a-dia. Somente a percepção de que a empresa é semelhante ao corpo humano, formado de pequenas células, e que só a melhoria contínua de cada uma delas e a sua interatividade com as demais, provocará o funcionamento harmônico do sistema como um todo.
Considerando a liderança como situacional, é preciso que se tenha consciência de que, em gestão de gente, o resultado da uma soma é fruto de várias operações de dividir, o que nos leva a crer que compartilhar autoridade e responsabilidade é como uma reta - o caminho mais curto entre dois pontos.
Dentro do novo formato organizacional da empresa moderna, a descentralização do processo decisório é premissa estratégica. Este estilo de administração é a chave-mestra para a adequação às freqüentes e radicais transformações por que passa a economia mundial. Uma apurada reflexão sobre a citada pesquisa nos leva a crer que somente a liderança compartilhada pode fazer com que os que podem ver, enxerguem; os que podem ouvir, escutem; os que podem falar, se manifestem e, as pessoas sensíveis à responsabilidade social se mobilizem na construção de um país menos preconceituoso, mais justo economicamente, e cada vez mais igualitário socialmente - pré-requisitos para a Paz mundial.
A importância das pessoas, destacada por ele, no planejamento estratégico das empresas ganhou força diante da acirramento da competitividade internacional, que exige tecnologia, mas também muita pedagogia. Entendendo que Gestor de Pessoas são todos os diretores, gerentes e chefes de todas as áreas. Eeles devem, em primeiro lugar, saber quem são, o que sabem, o que fazem, o que pensam e, principalmente, o que sentem os seus colaboradores. Com este diagnóstico em mente, devem ser especialistas no exercício da comunicação, motivação e liderança, afim de facilitar o desenvolvimento das competências e habilidades dos funcionários.
Para que este objetivo seja atingido plenamente, os dirigentes devem agregar valor com a prática da interatividade, primeiro passo para a implementação da liderança compartilhada. É ela que determina o aumento da produtividade - fazer cada vez mais, e melhor, com cada vez menos - fator indispensável à lucratividade das empresas. A maior virtude da liderança não está na necessária competência técnica do dirigente, mas na sua capacidade de negociação e na sua habilidade de se relacionar com todos os níveis hierárquicos.
Lidar adequadamente com as pessoas é agregar valor à gestão, pois viabiliza o aproveitamento dos pontos fortes de cada um e assegura o sucesso da liderança compartilhada - equilíbrio entre autoridade e responsabilidade. O maior desafio para que estes objetivos sejam atingidos pode estar na conclusão a que chegou uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral (MG), cuja coordenadora, professora Betânia Tanure de Barros afirma: “Se comparado a 30 anos atrás, o nível de concentração de poder mudou pouco no Brasil. Só o discurso é diferente”. E ela vai mais longe: “Os modelos de gestão são mais democráticos, mas as estruturas ainda são fortemente hierárquizadas”.
O elevado grau de distanciamento que existe entre o chefe e o funcionário, na maioria das empresas e órgãos públicos, bloqueia a criatividade e desestimula o espírito empreendedor, gerando perdas enormes, não mensuráveis no dia-a-dia. Somente a percepção de que a empresa é semelhante ao corpo humano, formado de pequenas células, e que só a melhoria contínua de cada uma delas e a sua interatividade com as demais, provocará o funcionamento harmônico do sistema como um todo.
Considerando a liderança como situacional, é preciso que se tenha consciência de que, em gestão de gente, o resultado da uma soma é fruto de várias operações de dividir, o que nos leva a crer que compartilhar autoridade e responsabilidade é como uma reta - o caminho mais curto entre dois pontos.
Dentro do novo formato organizacional da empresa moderna, a descentralização do processo decisório é premissa estratégica. Este estilo de administração é a chave-mestra para a adequação às freqüentes e radicais transformações por que passa a economia mundial. Uma apurada reflexão sobre a citada pesquisa nos leva a crer que somente a liderança compartilhada pode fazer com que os que podem ver, enxerguem; os que podem ouvir, escutem; os que podem falar, se manifestem e, as pessoas sensíveis à responsabilidade social se mobilizem na construção de um país menos preconceituoso, mais justo economicamente, e cada vez mais igualitário socialmente - pré-requisitos para a Paz mundial.
Faustino Vicente
Categoria: Liderança
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Faustino Vicente - Advogado, Professor e Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos.
FUTEBOL, PAIXÃO OU PROFISSÃO?
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