Implicações das neurociências para o treinamento nas empresas

Nas últimas décadas, uma nova disciplina, a Psicobiologia, mais precisamente, a Psiconeurofisiologia, vem ganhando terreno. Ela é uma combinação das ciências do comportamento com as neurociências e compreende o que até aqui já sabemos sobre o cérebro, como ele funciona, como podemos fazê-lo funcionar para atingir nossos objetivos e sua influência sobre a conduta das pessoas. Assim, nos estudos de como o cérebro influencia nossas percepções, perguntas do tipo “Como sabemos o que sabemos?”, “Como podemos aprender melhor e mais rápido?”, “Como o cérebro nos informa da realidade, guia nossas percepções, formula nossos desejos, e nos ajuda a atingir objetivos?”, que outrora eram discutidas principalmente por filósofos e teólogos, hoje passam ao campo da Psiconeurofisiologia, sob a responsabilidade das áreas de recursos humanos das empresas, para que os treinamentos gerem resultados.

Uma das indagações que têm despertado a atenção de cientistas, filósofos e teólogos é o da mente/cérebro. Hoje, nós sabemos que a única estrutura que pode preencher as funções de elo entre cérebro e mente é o sistema límbico, que funciona em íntima cooperação com o hemisfério direito do cérebro.

O sistema límbico são estruturas bem no interior do cérebro mais responsáveis pelas emoções sob a forma de energia. Somente as informações que penetram no sistema límbico são capazes de produzir mudança no comportamento e, quando damos treinamento nas empresas, o que queremos é mudar comportamentos para o atingimento dos objetivos pessoais compatibilizados com os objetivos organizacionais.

De alguma forma, o nosso cérebro é um produto da nossa mente. Vários autores admitem a inter-relação entre a mente e os aspectos fisioquímicos e fisiológicos do cérebro. Por isso, quanto mais acreditamos nas habilidades de nossa mente, quanto mais a utilizamos fazendo representações emotizadas dos resultados que queremos, melhor ela trabalha.

Cabe aqui explicar o adjetivo “emotizadas” que usamos no parágrafo anterior. Trata-se do particípio do neologismo verbal “emotizar”. “Emotizar” é um termo que cunhamos para significar “voluntariamente provocar reações fisioquímicas e fisiológicas no cérebro pela representação mental”.

Artigo extraído dos livros do Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro
Mentor da Emotologia

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