O que complementa as consultorias técnicas

O século XXI exige dos profissionais muito mais do que conceitos ligados à sua área de formação, quer seja humana ou técnica, mas principalmente técnica. Este nosso século requer um tipo de administração que propicie aos gerentes exercer com eficácia e eficiência itens como: motivação de seus colaboradores como desenvolvimento de suas potencialidades como elemento de auto-realização; conhecimentos profundos da arte de liderar; comunicação com conhecimentos dos apelos emocionais; trabalho em equipe; conhecimentos da profunda natureza de marketing para atender às exigências do cliente; consciência de custos, dirigindo a atenção mais para as funções a preencher que a produtos e serviços; criatividade, não só para criar idéias mas também para como colocá-las em prática; mais estratégias que meras tarefas; compatibilização dos objetivos individuais com os objetivos organizacionais; orientação para resultados; criação de processos e tecnologias; ênfase no desenvolvimento da grande inteligência, a do sistema de autopreservação e preservação da espécie (SAPE), que Daniel Goleman chamou, em 1995, de “inteligência emocional”, depois de nossa apresentação do assunto pela primeira vez nos meios acadêmicos, em congresso, na Suécia, em 1984.

Em especial, as carreiras tradicionalmente técnicas, chamadas “do hemisfério esquerdo” têm que se preocupar com o outro lado, ou seja, o lado direito do cérebro, sabendo-se que aquele é o da lógica aristotélica, do silogismo, da dedução, da análise, da matemática, enquanto este é o da produção divergente (busca de alternativas), da criatividade, da arte, da síntese após uma visão global das coisas; enfim, o hemisfério que representa o lado humano da empresa.

As instituições de ensino não estão preparadas para atender a essas necessidades e de formar pessoas abertas a mudanças, com mobilidade e flexibilidade. Hoje em dia, a base das profissões está na inovação. Os profissionais precisam entender de gente, das necessidades dos clientes. Precisam aprender a se comunicar melhor com seus colaboradores e com seus pares e especialmente com o consumidor, direta, ou indiretamente por meio dos membros de sua equipe. O cliente deve ser visto como um meio de estimular a criatividade para gerar a inovação. Por isso tudo, há necessidade de consultorias especializadas que cuidem do lado humano da empresa.

O ser humano é uno, mas veio sendo estudado em partes pelas chamadas ciências da saúde e ciências humanas, sem que nenhuma delas tivesse como objeto o estudo de suas potencialidades como elemento de auto-realização, por isso, surgiu a Emotologia com esse escopo.

Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro
Mentor da Emotologia

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