O que explica a lacuna entre idéias e resultados eficazes?
Ter boas idéias não parece ser o principal problemas das empresas. Existe, contudo, um longo caminho entre a concepção de uma idéia, sua sintonia em relação aos objetivos da organização e sua execução precisa e com qualidade.
O percurso adequado desse caminho é que irá determinar se uma idéia é efetivamente boa ou não, ou seja, se é ou não eficaz para a solução de um determinado problema.
Porém, muitas vezes ao longo desse caminho, alguns desvios ocorrem, que inviabilizam totalmente a eficácia de uma idéia, independentemente de sua qualidade ou inteligência intrínseca. Frequentemente o próprio processo de geração de idéias alimenta a ocorrência desses desvios. Existem alguns processos que constituem-se em verdadeiras síndromes organizacionais.
Idéias irresponsáveis
São idéias jogadas ao ar de forma irresponsável, inconsequente. São lançadas normalmente por pessoas não envolvidas com o dia-a-dia da execução, ou que vêem o processo de geração de idéias como mero exercício intelectual (alguém que pegue a idéia daqui para frente…).
Idéias boas, porém não prioritárias em relação aos objetivos maiores da empresa
São idéias criativas, que podem receber aprovação imediata (em função de seu brilho próprio), mas que pouco contribuem para os objetivos da empresa. Quando os objetivos de uma organização não estão claramente definidos, nem tampouco adequadamente disseminados, é comum que ocorram verdadeiras avalanches de idéias desse tipo, trazendo até uma sensação de sufoco.
Idéias excelentes que morrem porque ninguém consegue descobrir como implantar
Situação mais frequente do que se imagina, esse problema está associado a uma capacidade/habilidade não facilmente encontrável nas empresas: a capacidade de criar, do zero, um processo eficaz de transformação de idéias em ação e resultados (algo crítico nos novos empreendimentos e em projetos inéditos).
Idéias não sintonizadas com o processo de execução
São as idéias que ignoram as possíveis dificuldades de implantação. São normalmente geradas por pessoas com uma postura do tipo “eu sou pago para gerar idéias; execução é outro departamento. Eles que resolvam…”, ou do tipo “a gente sempra dá um jeito na hora…”
Idéias excelentes porém pessimamente implantadas
Oportunidades excepcionais são desperdiçadas no dia-a-dia por má execução de excelentes idéias. São problemas que ocorrem por negligência na fase de implantação. É como se as pessoas achassem que uma boa idéia tivesse a obrigação de acontecer sozinha, de forma automática. Daí o baixíssimo investimento de energia no planejamento da execução e no seu controle por parte da alta administração.
Resultados só aparecem a partir da ação, da execução, da implantação de idéias. O líder eficaz deve procurar equilibrar planejamento e ação de forma consistente e persisente, sem esquecer-se de que um dos fatores principais que condiciona o sucesso de qualquer empresa é o trabalho duro, que aplica-se da geração de idéias ao último pormenor da execução.
Categoria: Administração
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