O vencedor Rubinho Barrichello
O ouvinte Leandro Dias, de São Paulo, escreveu o seguinte texto para o Primeiro Programa da rádio Transamérica, achei muito legal e posto aqui pra vocês…
Adrian
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“Tenho ouvido com certa freqüência o quadro veneno muitas vezes orientado ao Rubinho. E, por isso, gostaria de fazer um pedido: Não tenho Rubens Barrichello como ídolo, mas tenho certas restrições quanto se divertir através de frustrações alheias. Nossas ironias com representantes brasileiros conhecidos internacionalmente criam a imagem de que somos pouco compatriotas e que o prestígio no esporte é somente a vitória. |
ASSIM OBTEVE A SEGUINTE RESPOSTA…
Leandro, vamos aos fatos… Estou com Chico Anísio quando ele afirma que fazer humor a partir da realidade de uma pessoa famosa é uma forma de homenageá-la. Quem brinca sempre com Rubinho são os jornalistas José Simão e Tutty Vasques e, creia-me, expressam a alma zombeteira do brasileiro. Rubinho, como um grande vencedor que é (depois explico), sabe retirar daí não só a piada, como o estímulo - que melhor resposta oferecer a si e a todos senão a vitória ou um melhor desempenho?
Rubinho é um vencedor: está na Fórmula 1 há quinze anos e correu pela legendária Ferrari, onde foi 2 vezes vice-campeão mundial. Pertence ao seleto grupo da principal competição mundial de automobilismo e, pode acreditar, faz o que gosta. Graças a esse curriculum recebe um salário astronômico, além de gordas verbas publicitárias… Quer melhor definição para vencedor?
Há outras formas muito mais cruéis de se divertir com as frustrações alheias e, creia-me, Rubinho está longe disso - geográfica, financeira e emocionalmente falando… Quem assiste à TV verá que há especialistas não só em explorar as misérias de muitos como, creia-me, encontraram aí um jeito ardiloso de se enriquecer. Por outro lado, quem se diverte com a desdita esportiva de Rubinho não aufere um centavo sequer. Até onde sei, ele leva tudo na esportiva, ao mesmo tempo em que permanece reconhecido mundialmente como o grande piloto que é.
Por fim, e não menos importante: patriotismo é um conceito muito perigoso, principalmente quando atrelado ao esporte. Somos muito mais cruéis com outros atletas como jamais fomos com Rubinho Barrichello. As meninas do futebol, por exemplo, que conquistaram suas vitórias com um salário de fome… Mas essa é outra história, apesar de fazer parte de um mesmo e injusto país.
(por Alexandre Pelegi - www.primeiroprograma.com.br)
Categoria: Administração
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