Pedagogias Alternativas
Há várias “pedagogias” que se podem considerar “alternativas”; tais como antroposófica, a logosófica, a montessoriana, a piagetiana, mas nenhuma delas é explicitamente baseada nos conhecimentos que hoje temos sobre o cérebro.
Este artigo não trata de uma pedagogia alternativa, pois cuida de evolução dos conhecimentos da arte de ensinar, a Didática. Antes de prosseguirmos, faremos algumas considerações sobre as pedagogias mencionadas acima.
A antroposofia (do grego anthropos, “homem” e sophia, “sabedoria”) é uma doutrina espiritual e mística que teve origem na teosofia (ver adiante), e que se baseia principalmente nos ensinamentos do filosofo austríaco Rudolf Stainer (1861-1925). As crianças, nas escolas que seguem esta doutrina, não aprendem a ler ou trabalhar com números senão depois dos 7 anos de idade e muita ênfase é dada à arte, drama, eurritmia (a arte de interpretar a musica por meio de movimentos corporais; especificamente o sistema de ginástica rítmica) e musica.
A teosofia (do grego theos, “deus” e sophia, “sabedoria”, isto é, a “sabedoria divina”) indica uma doutrina espiritualista iniciada por Helena Petrovna Blavastky, a madame Blavastky, mística norte americana (1831-1891), ligada ao budismo e ao lamaísmo (religião cujo o chefe supremo é o Dalai-Lama).
A logosofia (do grego logos, “o princípio da inteligibilidade”, “a razão” e sophia, “sabedoria”) indica a doutrina ético-filosófica fundada pelo pensador argentino González Pecotche (1901-1963), e que tem o objetivo de ensinar o homem a chegar à autotransformação mediante um processo de evolução consciente, libertando deste modo o pensamento das influencias sugestivas, isto é, idéias, características, crenças, valores que são introjetadas em sua mente sub-repticiamente.
O método Montessori foi desenvolvido pela educadora italiana Maria Montessori (1870-1952). Com seu uso, cria-se um ambiente desafiador de modo que as crianças (de 3 a 7 anos) se desenvolvam. No mundo anglo-saxão, corresponde ao Método Froebel, criado pelo educador alemão Friedrich Wilhelm August Froebel (1852-1872) que procurou adaptar os princípios da educação centrada na criança do filósofo francês Jean Jacques Rousseau (1712-1778) e do educador suíço Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1827) à educação da criança na Alemanha.
O método Pestalozzi enfatiza a importância da mãe e do lar nos primeiros anos de educação da criança. (Pestalozzi ficou órfão de pai aos 5 anos de idade). Este método também destaca a necessidade de explorar experiências sensórias na criança a fim de ajudá-las a desenvolver idéias e em usar ambiente para ensiná-las a sintetizar experiência.
Existem escolas que procuram seguir a teoria do desenvolvimento intelectual do psicólogo suíço Jean Piaget (nascido em 1896), a qual aponta o desenvolvimento intelectual como uma seqüência universal de estágios mentais. O desenvolvimento é dividido em três amplos estágios: o período sensório-motor (do nascimento aos 18 meses); o período das operações concretas (de 2 a 11) e o período das operações formais (de12 em diante).
O que propomos é um ensino com base nos conhecimentos que temos do cérebro humano, principalmente do sistema de autopreservação e preservação da espécie (SAPE). As doutrinas, linhas de pensamento, correntes filosóficas que se ocupam de ensino/aprendizagem buscam, como nós, o desenvolvimento das potencialidades humanas como elemento de auto-realização; por isso, podemos coincidir em vários pontos, pois também são vários os caminhos da busca da verdade.
Aos leitores que quiserem estudar mais profundamente as bases científicas da Aprendizagem Acelerativa, recomendamos consultar a relação de obras no final deste artigo e entrar em contato com nossa equipe.
Artigo extraído dos livros do Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro
Mentor da Emotologia
Categoria: Administração
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