A motivação na gestão da Qualidade Total
Postado em 29 de abril de 2008 por Prof. Rita Alonso
A motivação tem sido alvo de muitas discussões. No campo clínico, quando se estudam doenças como a depressão. Na educação, voltada para os processos de aprendizagem. E, nas organizações, buscando obter um maior rendimento dos profissionais que formam o quadro de uma corporação.
Algumas explicações relativas à motivação apresentam-se sob reflexões filosóficas, como a concentração de nossa existência no momento presente, desprendendo-se, a grosso modo, das idéias passadas e do porvir, que roubam as energias, além de causar frustração mediante a sensação de baixa realização na vida. E, ainda, com base em outras proposições é possível compreender a motivação como resultado da busca pela satisfação das necessidades e desejos naturais do ser humano.
Estudos sobre a motivação, como o Comportamentalismo, dão ênfase ao controle educacional, referindo-se ao tipo de reforço que se dá para uma pessoa. Oferecer algo interessante como resposta a um comportamento adequado é capaz de motivar, mantendo inclusive, a freqüência deste mesmo comportamento.
Por outro lado, há contestação sobre o Comportamentalismo, definindo-o como um método limitador, tendo em vista uma resposta comportamental que ocorre apenas mediante uma proposta de reforço. Portanto, defende-se a idéia de estimular o ser humano de forma intrínseca, ou seja, de dentro para fora. Desta forma, não se cria a limitação imposta por reforços externos.
Em breve reflexão, pode-se perceber a importância de todos os pontos de vista, uma vez que a motivação deve ser espontânea. Por outro lado, o ser humano, de um modo geral, necessita de um estímulo externo para se sentir motivado. O equilíbrio entre a motivação interna e externa deve ser a base na educação infantil e na reeducação do adulto.
Portanto, ao considerar a motivação, faz-se necessária uma profunda reflexão acerca de suas bases e não são poucas, e, ainda são, em sua maioria, estruturas potentes e enraizadas.
A motivação determina o fazer, tornando-se o elemento-chave para os resultados de várias propostas de vida, e, em particular, a obtenção da qualidade nos programas de excelência que muitas organizações objetivam introduzir e, ainda mais difícil, conseguir a sua manutenção.
As técnicas de um programa de Qualidade Total são claras e, teoricamente, são estimulantes, prometendo melhorias de várias ordens. Contudo, na prática, funcionam a partir do comprometimento das pessoas, ou seja, da motivação que deve permear o programa.
O que leva o ser humano a se motivar, voltando o seu foco para a busca da qualidade? De que maneira o comprometimento ocorre nas pessoas? Se as organizações considerarem apenas a obrigação e a obediência de seus colaboradores, as técnicas e procedimentos da norma ISO 9001:2000 e seus termos internos, ainda que haja boa vontade por parte da direção, poderá ocorrer enorme dificuldade em fazer funcionar a implementação ou a manutenção de um programa de Qualidade Total. Faltará o essencial, pertinente ao recurso humano: a motivação. Ela não consegue ser acionada apenas pelo vislumbramento das possibilidades futuras, ainda que algumas ocorram em curto prazo.
Cada vez mais, percebe-se o surgimento de uma nova necessidade na vida organizacional: levar-se em conta os aspectos sutis do capital humano. A sua singularidade, sem perder de vista o comunitário. As suas emoções, aliadas à inteligência racional. A sua forma de aprender, em parceria com os demais de convivência. A integração que gera sinergia e motivação.
Os novos tempos demandam mudanças na gestão das pessoas. O ser humano precisa encontrar o seu verdadeiro espaço na dimensão profissional. Ele deve sentir a sensação de pertencimento no todo e não se sentir uma peça que forma a máquina. Para tanto, a liderança deve se preparar para servir e não apenas ser servida. Ela atua como facilitadora, que percebe as individualidades de seus seguidores, canalizando-as em prol da equipe que, por sua vez, dirige a sua energia partilhada para o todo da organização.
Nesta perspectiva, as pessoas percebem-se ouvidas e compreendidas, alargando o canal de comunicação, fator resultante do respeito e da motivação que se instala naturalmente neste tipo de relação humana. A forma de aprender e assimilar as mudanças, incluindo-se os programas de qualidade, torna-se parte da cultura da organização, a qual sofre as transformações necessárias, com menor dificuldade, além de gerar possibilidades de maior êxito. Estimula-se o desenvolvimento motivacional contando com a força intrínseca e extrínseca. Percebe-se o corpo e a alma das pessoas. A sua totalidade é bem-vinda na vida profissional.
Nota-se que os aspectos sutis, sendo observados e respeitados, são a base para uma nova compreensão acerca de si mesmo e sobre o todo. A qualidade de vida desenvolvida nas questões mais simples, e de baixíssimo custo financeiro, podem formar a estrutura que se tornará o terreno fértil para a geração de um programa de Qualidade Total. Será, então, um processo natural, que faz parte do jeito de se sentir internamente de cada colaborador. Encontra-se a coerência: qualidade interna, motivadora da qualidade externa.
Por todos estas razões, oferece-se ao ser humano o que o termo motivação tem de essência: motivos ou causas; determinação para a conduta de um indivíduo. Tais elementos, se considerados no todo de cada pessoa, tornam-se um hábito que servirá de modelo para todos os projetos que venham a se apresentar no cotidiano. Um paradigma mais adequado.
Motivação, ainda que complexa, é inerente ao ser humano, devendo ser cultivada por uma compreensão profunda a respeito das características naturais de existência. A qualidade é desejada à medida em que a motivação, decorrente dos resultados combinados em sua base, venha de dentro para fora e se harmonize com qualquer regra ou conduta externa, que servirá apenas como orientadora para algum processo, nada mais do que isso. São a mente e o coração que determinam a vontade de realizar algo e não, pelo menos na essência, a norma escrita e a imposição que o fazem.
Motivar para a qualidade, portanto, está na base do ser humano, na sua essência. Naturalmente e em combinação com objetivos comuns, é possível haver espaço para novos projetos, além de assegurar eficácia nos resultados. A motivação para o comprometimento das pessoas a um programa de Qualidade Total encontra-se mais no fundo do que na forma. Ela é viva e não apenas palavra morta.
Algumas explicações relativas à motivação apresentam-se sob reflexões filosóficas, como a concentração de nossa existência no momento presente, desprendendo-se, a grosso modo, das idéias passadas e do porvir, que roubam as energias, além de causar frustração mediante a sensação de baixa realização na vida. E, ainda, com base em outras proposições é possível compreender a motivação como resultado da busca pela satisfação das necessidades e desejos naturais do ser humano.
Estudos sobre a motivação, como o Comportamentalismo, dão ênfase ao controle educacional, referindo-se ao tipo de reforço que se dá para uma pessoa. Oferecer algo interessante como resposta a um comportamento adequado é capaz de motivar, mantendo inclusive, a freqüência deste mesmo comportamento.
Por outro lado, há contestação sobre o Comportamentalismo, definindo-o como um método limitador, tendo em vista uma resposta comportamental que ocorre apenas mediante uma proposta de reforço. Portanto, defende-se a idéia de estimular o ser humano de forma intrínseca, ou seja, de dentro para fora. Desta forma, não se cria a limitação imposta por reforços externos.
Em breve reflexão, pode-se perceber a importância de todos os pontos de vista, uma vez que a motivação deve ser espontânea. Por outro lado, o ser humano, de um modo geral, necessita de um estímulo externo para se sentir motivado. O equilíbrio entre a motivação interna e externa deve ser a base na educação infantil e na reeducação do adulto.
Portanto, ao considerar a motivação, faz-se necessária uma profunda reflexão acerca de suas bases e não são poucas, e, ainda são, em sua maioria, estruturas potentes e enraizadas.
A motivação determina o fazer, tornando-se o elemento-chave para os resultados de várias propostas de vida, e, em particular, a obtenção da qualidade nos programas de excelência que muitas organizações objetivam introduzir e, ainda mais difícil, conseguir a sua manutenção.
As técnicas de um programa de Qualidade Total são claras e, teoricamente, são estimulantes, prometendo melhorias de várias ordens. Contudo, na prática, funcionam a partir do comprometimento das pessoas, ou seja, da motivação que deve permear o programa.
O que leva o ser humano a se motivar, voltando o seu foco para a busca da qualidade? De que maneira o comprometimento ocorre nas pessoas? Se as organizações considerarem apenas a obrigação e a obediência de seus colaboradores, as técnicas e procedimentos da norma ISO 9001:2000 e seus termos internos, ainda que haja boa vontade por parte da direção, poderá ocorrer enorme dificuldade em fazer funcionar a implementação ou a manutenção de um programa de Qualidade Total. Faltará o essencial, pertinente ao recurso humano: a motivação. Ela não consegue ser acionada apenas pelo vislumbramento das possibilidades futuras, ainda que algumas ocorram em curto prazo.
Cada vez mais, percebe-se o surgimento de uma nova necessidade na vida organizacional: levar-se em conta os aspectos sutis do capital humano. A sua singularidade, sem perder de vista o comunitário. As suas emoções, aliadas à inteligência racional. A sua forma de aprender, em parceria com os demais de convivência. A integração que gera sinergia e motivação.
Os novos tempos demandam mudanças na gestão das pessoas. O ser humano precisa encontrar o seu verdadeiro espaço na dimensão profissional. Ele deve sentir a sensação de pertencimento no todo e não se sentir uma peça que forma a máquina. Para tanto, a liderança deve se preparar para servir e não apenas ser servida. Ela atua como facilitadora, que percebe as individualidades de seus seguidores, canalizando-as em prol da equipe que, por sua vez, dirige a sua energia partilhada para o todo da organização.
Nesta perspectiva, as pessoas percebem-se ouvidas e compreendidas, alargando o canal de comunicação, fator resultante do respeito e da motivação que se instala naturalmente neste tipo de relação humana. A forma de aprender e assimilar as mudanças, incluindo-se os programas de qualidade, torna-se parte da cultura da organização, a qual sofre as transformações necessárias, com menor dificuldade, além de gerar possibilidades de maior êxito. Estimula-se o desenvolvimento motivacional contando com a força intrínseca e extrínseca. Percebe-se o corpo e a alma das pessoas. A sua totalidade é bem-vinda na vida profissional.
Nota-se que os aspectos sutis, sendo observados e respeitados, são a base para uma nova compreensão acerca de si mesmo e sobre o todo. A qualidade de vida desenvolvida nas questões mais simples, e de baixíssimo custo financeiro, podem formar a estrutura que se tornará o terreno fértil para a geração de um programa de Qualidade Total. Será, então, um processo natural, que faz parte do jeito de se sentir internamente de cada colaborador. Encontra-se a coerência: qualidade interna, motivadora da qualidade externa.
Por todos estas razões, oferece-se ao ser humano o que o termo motivação tem de essência: motivos ou causas; determinação para a conduta de um indivíduo. Tais elementos, se considerados no todo de cada pessoa, tornam-se um hábito que servirá de modelo para todos os projetos que venham a se apresentar no cotidiano. Um paradigma mais adequado.
Motivação, ainda que complexa, é inerente ao ser humano, devendo ser cultivada por uma compreensão profunda a respeito das características naturais de existência. A qualidade é desejada à medida em que a motivação, decorrente dos resultados combinados em sua base, venha de dentro para fora e se harmonize com qualquer regra ou conduta externa, que servirá apenas como orientadora para algum processo, nada mais do que isso. São a mente e o coração que determinam a vontade de realizar algo e não, pelo menos na essência, a norma escrita e a imposição que o fazem.
Motivar para a qualidade, portanto, está na base do ser humano, na sua essência. Naturalmente e em combinação com objetivos comuns, é possível haver espaço para novos projetos, além de assegurar eficácia nos resultados. A motivação para o comprometimento das pessoas a um programa de Qualidade Total encontra-se mais no fundo do que na forma. Ela é viva e não apenas palavra morta.
Armando Correa de Siqueira Neto
Categoria: Qualidade
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