Abordagem educativa na gestão da qualidade de vida com responsabilidade social
uma nova visão empresarial
Luciana Louro Fortunato
Atualmente, passamos por um mundo altamente mutante em busca de inovações, novas informações, temas interessantes para divulgação de marcas empresariais e diferenciais. Para tanto, é necessário assumirmos novamente uma postura de resgate dos principais valores perdidos com o tempo como a ética, a missão, a prestação de serviços para a comunidade, onde estamos inseridos, e principalmente precisamos ter um plano de ação para os colaboradores que contribuem com o crescimento da nossa sociedade.
Entendemos que o pilar destas ações é a “educação” e dentro desse, teceremos comentários sobre dois aspectos que consideramos relevantes e que na verdade, se complementam: “qualidade de vida” e “responsabilidade social”.
A qualidade de vida está intimamente ligada à mudança do nosso estilo de vida e dos nossos comportamentos, sendo necessário como diz o American Journal of Health Promotion “… a criação de ambientes que promovam a Saúde Ótima, definida como o equilíbrio entre o físico, o social, o emocional, o espiritual e o intelectual da saúde”.
A responsabilidade social está intimamente ligada à qualidade das relações e sua humanização. Para isso, é necessário que as instituições ou empresas tenham ações planejadas e educativas, assumindo um compromisso social. Segundo o Instituto Ethos, existem diversas áreas onde se pode trabalhar o tema “responsabilidade social”, entre elas: “valores e transparência”; “público interno”; “meio ambiente”; “parceiros e fornecedores”; “consumidores e clientes”; “comunidade” e “governo e sociedade”.
Um investimento importante em “programas de qualidade de vida” para o “público interno e para a comunidade”, através da “educação” no desenvolvimento dessas ações, assegurará aos dirigentes das organizações, além da possibilidade de mudança no comportamento dos seus colaboradores e no seu estilo de vida, a expansão destes valores para toda a comunidade ao seu redor. Assim, a empresa estará cumprindo um importante papel social, ao mesmo tempo em que difundirá o seu trabalho no meio em que está inserida.
Com relação a esta reflexão, a SA (Social Accountability) 8000 é uma norma que se apresenta como um sistema de auditoria similar ao ISO 9000, buscando o aperfeiçoamento contínuo das relações de trabalho, seguindo os princípios das normas dos direitos humanos internacionais e que também faz menção no seu Capítulo IV (Requisitos de Responsabilidade Social) no item 3, o tema Saúde e Segurança como requisito básico para uma organização ser socialmente responsável.
Corroborando com este tema, temos também no “balanço social” instrumento estratégico publicado anualmente pelas organizações para medir o exercício da responsabilidade social corporativa, dentro dos indicadores sociais internos (voltados para os colaboradores) e externos (voltados para a comunidade), o tema Saúde (englobando programas de medicina preventiva e de qualidade de vida) como prioritário de investimento.
Mediante esse novo cenário, aqueles que adotarem estes preceitos em suas ações, estarão diferenciando-se neste mundo competitivo e terão importantes instrumentos de gestão nas suas mãos como forma de melhorarem o mundo em que vivem e deixarem para as novas gerações um novo olhar social.
Após discorrer sobre o tema, gostaria de deixar alguns exemplos de ações de empresas com este foco (união de responsabilidade social e qualidade de vida), entre eles, destacam-se:
* hospitais realizando palestras e promovendo semanas de saúde sobre temas voltados para prevenção de acidentes e doenças cardiovasculares para crianças e a comunidade em geral, utilizando-se dos seus próprios colaboradores internos como voluntários;
* convênios médicos convidando os seus colaboradores e a comunidade externa para participarem de palestras de saúde;
* empresas de diversos segmentos estendendo seus benefícios internos como consultas, inclusão em programas de orientação nutricional para a família dos colaboradores;
* laboratórios e organizações diversas realizando palestras gratuitamente para difundirem conceitos de “orientação sexual e prevenção de doenças” para empresas, condomínios e escolas, utilizando os seus próprios colaboradores como educadores.
Percebemos com isso, que existe uma grande tendência na associação destes conceitos, gerando um ganho de credibilidade para quem os pratica. Boa sorte a todos que estiverem dispostos a enfrentar este novo desafio social!
Categoria: Qualidade
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