Quero definir o Escopo de meu Projeto!
Companheiro(a) de desenvolvimento e gerenciamento de projetos, espero que o título deste artigo seja a tradução do que está instigando sua consciência, quando, por mais um dia de trabalho, depara-se com um verdadeiro caminhão de informações conflitantes, desvios, correções, demandas, pendências, gerando stress e piorando ainda mais a já não tão perfeita comunicação que (porventura) existe na equipe. Em um determinado momento de um projeto, no qual os cenários de riscos já foram deflagrados, e, resumindo, vários problemas já ocorreram, e várias “bombas” já estão prestes a explodir, não é que aparece um sensacional profissional, que simplesmente declara : “é claro que estamos com todas essas dificuldades, não tem nada definido!!!” Calma, muita calma, pois paciência e esperança ainda precisam perdurar para o nosso próprio bem…
Brincadeiras filosóficas a parte, vamos tentar visualizar um cenário onde não acreditamos muito que possa existir um efetivo controle do Escopo : ao gerenciar um projeto que tem como maior prioridade cumprir um prazo “congelado”, custe o que custar, não só em termos financeiros, muito mais até em verdadeiros sacrifícios de esforço da equipe, refletindo nas horas extras regadas de pizza fria e refrigerante quente, e fins de semana de sol sendo aproveitados dentros do escritório, porque o cliente quer o sistema em produção em uma data certa… E agora? Não existe uma técnica mágica, mas o que deve ser constante é a disciplina de todos da equipe, sem exceção.
Ora, disciplina no cumprimento de melhores prática de gerenciamento de projeto, seguindo boas práticas originárias na própria organização, enfim, não podemos abrir espaço para improvisos, gatilhos, e jeitinhos. Isto não garante o sucesso de um projeto de T.I.
Antes de mais nada, se a equipe não conseguir executar uma primeira definição do escopo do sistema, como estará bem respaldada para gerar um bom primeiro escopo de projeto ? É vital a identificação apurada de fontes de requisitos, e de pessoas que estão efetivamente com o poder de validar requisitos, e executar atividades de levantamento, análise e especificação de requisitos, a fim de obter destes validadores, através de suas sugestões, críticas e validações propriamente ditas, o “desenho” progressivo do escopo do sistema que a equipe precisa entregar. Daí, o gerente começa a ter capacidade de vislumbrar se precisará contratar mais profissionais, se precisará usar de modelos de ciclo de vida como prototipação, espiral, ou iterativo, enfim, efetivamente definir o escopo do projeto, inclusive estimativas de prazo e custo com maior acurácia, mirando no que efetivamente será cumprido, isto é, realizado.
O interessante que não basta “escrever por escrever” os requisitos. É impressionante como existe uma altíssima frequência deste hábito de, simplesmente, escrever o suficiente para o próprio escritor entender, e somente ele entender, do que se trata aquele requisito. O gerente precisa sensibilizar constantemente a sua equipe para gerar artefatos de projeto de forma clara e completa, perante a todos os envolvidos do projeto.
A percepção do atendimento aos níveis de qualidade de um projeto está diretamente ligada à capacidade e importância que o gerente ou líder de equipe efetivamente aplicam para a definição de escopos de projeto e de sistema, junto aos membros da equipe, e junto a clientes, patrocinadores, usuários finais e demais envolvidos. E não há como cobrar discipina dos membros da equipe sem termos o próprio ambiente organizacional com normas, padrões e processos, baseados em melhores práticas de mercado, devidamente implantados.
Com isso tudo exposto, podemos contemplar que, ao analisarmos tudo que pode estar influenciando o cumprimento do escopo de um projeto de desenvolvimento de sistema, pode-se determinar soluções que não necessariamente serão atividades e ações descritas em um cronograma.
Categoria: Administração, Recursos Humanos
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