Como vencer o terror da entrevista
Admin On julho - 21 - 2008

É impossível deixar de ficar tenso na conversa cara a cara. Conheça estratégias para ficar mais seguro na hora de se vender para uma vaga A entrevista é, sim, o momento mais importante e decisivo no processo de contratação. Para conseguir uma posição em qualquer empresa deste planeta, você terá de enfrentar pelo menos uma entrevista. Hoje em dia, um candidato passa, em média, por três ao pleitear um cargo. E será que você está pronto para enfrentar os desafios típicos dessa situação? Infelizmente, as empresas também acham que a maioria dos candidatos não está. O principal problema: chegar para a entrevista com o script pronto, decoradinho. Lição fundamental: não queira ser na entrevista o que você não é de fato. Depois de alguns meses você pode perceber que não tem nada a ver com a empresa. E aí suas chances de crescimento profissional são mínimas. Você simplesmente trava sua carreira. Mais: não invente respostas quando você não sabe o que dizer. Numa dessas escorregadas, o candidato perde a vaga na hora. É melhor assumir que não sabe a resposta. Para conseguir a combinação de espontaneidade e argumentação bem fundamentada ? indispensável para uma entrevista bem sucedida ?, é preciso se preparar muito. A seguir, apresentamos um roteiro que irá ajudá-lo nessa empreitada. ANTES Lição de casa: faça uma pesquisa completa sobre a empresa Há quanto tempo ela está no mercado? Quais os produtos? Como é sua reputação entre os concorrentes? Ela é lucrativa?

Levante todos os números possíveis:

Faturamento

Lucro

Previsão de crescimento

Quais os valores e a missão da organização?

Lembre-se: Os melhores dados geralmente vêm de pessoas que conhecem os detalhes da companhia (funcionários, ex-funcionários e clientes)

Revise e estude cuidadosamente seu currículo

Esteja pronto para explicar cada movimento e conquista que realizou ao longo da carreira

Use números e exemplos

Fique atento às exigências típicas que variam de acordo com o tipo de empresa em que você está pleiteando uma vaga:

Setor financeiro: esteja preparado para fazer cálculos e resolver problemas que envolvem raciocínio.

Área de consultoria: certamente o entrevistador lhe apresentará casos de empresas.

Empresas de varejo: esteja preparado para falar sobre produtos, estratégia de vendas e importância do consumidor.

Não se deixe intimidar pelo entrevistador

Independentemente do setor, há ainda as entrevistas que testam seu grau de estresse. Nesse caso, mais do que ouvir, o recrutador vai testar sua reação diante de situações-limite. Normalmente, ele já começa disparando observações sarcásticas e até agressivas. Nessa hora, o jogo de cintura é seu melhor aliado.

Entrevista na hora do almoço? Fique de olho em seus hábitos sociais!

Não peça pratos difíceis de comer

Não escolha o prato mais caro do menu

Evite bebidas alcoólicas

Entrevistador na linha: o que fazer quando a conversa é por telefone

Reserve uma sala tranqüila para receber a ligação

Escreva antecipadamente alguns pontos importantes que gostaria de discutir e mantenha as anotações em mãos durante a conversa

Seu objetivo é conseguir agendar a entrevista pessoalmente

Durante a preparação, aposte em algumas perguntas típicas e outras imprevisíveis

O que você pode fazer por esta empresa?

Onde você se vê em cinco anos?

Conte-me uma situação em que você falhou em sua carreira.

Está faltando luz de manhã. Você sabe que tem 12 meias pretas e 8 azuis. Quantas meias precisa tirar da gaveta para ter um par perfeito?

Qual a sua expectativa de salário?

Não se esqueça de que você também está lá para avaliar se a empresa é o lugar certo para você. Por isso, prepare uma lista de perguntas que possam ajudá-lo a conhecer melhor a companhia:

Como é um dia típico de trabalho nessa empresa?

Quais responsabilidades terei nesse cargo?

A quem vou me reportar?

Qual o tamanho da equipe da qual farei parte?

Qual o estilo de gerenciamento da empresa?

Como o(a) senhor(a) vê a empresa em cinco anos?

O DIA D

Não dê vexame. Saiba o nome e cargo do entrevistador, o local, a data e o horário da entrevista.

Vista-se adequadamente para a ocasião. Procure conhecer o perfil da empresa antes, e use essa informação na hora de escolher roupa, sapato e acessórios.

Evite perfumes fortes.

Confirme se a roupa está limpa.

Para as mulheres: evitem saias curtas demais, decotes cavados e tecidos transparentes. Nada de maquiagem pesada.

Para os homens: nada de paletó amarrotado, pastas ou sapatos surrados. Verifique se as unhas estão aparadas e limpas. A barba deve estar feita.

Administre bem seu tempo. Tente chegar 10 minutos antes da hora marcada.

Leve cópias do currículo, anotações feitas durante a preparação sobre suas competências e objetivos, papel e caneta.

Chegou a hora!

Não esqueça que você pode ser avaliado desde o momento em que pisa na empresa. Portanto, trate bem a secretária e os assessores e fique atento. Qualquer nova informação pode ser preciosa nessa hora.

Pense que a entrevista é o seu primeiro dia de trabalho

Sua atitude deve ser a de quem está ali para discutir um projeto, e não a de quem está mendigando um trabalho

Tente manter sua autoconfiança

Reflita bem antes de responder. Não se precipite, mas também não enrole

Jamais fale mal do seu ex-chefe ou da empresa em que trabalhou

Não tenha receio de mostrar sentimentos de insatisfação ou raiva

Escape das armadilhas

Se o entrevistador faz uma pergunta que você não tem idéia da resposta?

“Fale-me sobre o modelo Value at Risk de avaliação de risco”, dispara o entrevistador. Que fria! Você não sabe a resposta. Mas conhece um outro modelo. Então, siga em frente. Diga: “Conheço pouco o Value at Risk para fazer uma análise mais profunda, mas conheço esse outro método, que acredito ser extremamente eficiente”. Ninguém espera que você seja uma enciclopédia ambulante, mas que saiba defender suas idéias.

Se o recrutador chama você pelo nome errado?

Faça uma correção na hora. Educadamente diga que você é fulano e não sicrano e continue a conversa. Se o entrevistador continuar a errar, então diga: “Sei que o senhor conversa com muitos candidatos. Gostaria de checar se está com o meu currículo em mãos. Sou fulano de tal, formado pela universidade XYZ”"

Se o telefone celular toca durante a entrevista?

Desligue imediatamente. Peça desculpas. Aliás, o correto é entrar na sala com o celular desligado.

Se você chegar atrasado?

Para essa, não tem desculpa. O melhor a fazer é ligar para o entrevistador com antecedência, explicar o problema e pedir desculpas. Se o atraso for ultrapassar 15 minutos, esteja disponível para remarcar a entrevista.

Se o entrevistador fala algo que você sabe que é incorreto?

Se for um erro que você pode contradizer com números e dados, faça-o delicadamente. Ele pode estar testando você. Repita a frase com a correção, sem destacar que o entrevistador está errado.

Se você comete uma gafe estúpida (como a de dizer no final de uma entrevista com o diretor da Pepsi que você sempre quis trabalhar na Coca-Cola)?

Corrija a gafe rapidamente. Deixe claro seu compromisso com a empresa. E não tente justificar o equívoco dizendo que se confundiu porque teve ontem uma entrevista com o pessoal da Coca-Cola. O remendo pode ser ainda pior.

Se você derrubar café na roupa?

Tente conduzir a situação com bom humor. Pergunte onde ficam as toalhas de papel e peça licença para ir buscá-las. Não fique esperando alguém consertar a confusão que arrumou. Deixe claro que a entrevista é mais importante que o imprevisto.

DEPOIS

Volte para casa e analise a entrevista. Verifique o que funcionou e o que não deu certo e como poderia melhorar na próxima ocasião

Envie uma carta de agradecimento à empresa no máximo 48 horas após a entrevista

Se você não tiver notícia nenhuma após duas semanas, ligue para o recrutador e verifique se ele precisa de mais algum dado sobre você

Você sabia?

De acordo com dados da Society for Industrial and Organizational Psychologists, entidade americana de psicólogos ligados ao trabalho, as entrevistas têm apenas 65% de eficiência no julgamento das competências e da capacidade de liderança dos candidatos.

Desmotivação no emprego

Hipocrisia, falta de estratégia, mudanças permanentes, excesso de controlo e injustiças são fatores que contribuem para a desmotivação de um colaborador de uma empresa.

Quer seja patrão quer seja empregado, veja 16 dos fatores que podem originar a desmotivação no local de trabalho.

1) Política da empresa – Se a política adotada pela entidade empregadora condiciona a progressão na carreira de um trabalhador, este poderá ficar desmotivado, sendo o seu esforço pessoal diminuto.

2) Expectativas mal definidas – Se se exigir rapidez numa determinada tarefa, não se pode, em simultâneo, exigir qualidade.

3) Regras desnecessárias – É ridículo proibir atividades que não prejudicam o desempenho do trabalhador

4) Processos de trabalho mal orientados – Quando uma pessoa tem tarefas repetitivas, certamente que a desmotivação surge

5) Reuniões improdutivas – Perde-se tempo se os colaboradores são obrigados a estar presentes em reuniões sem resultados ou se o assunto das mesmas não lhes diz respeito

6) Falta de estratégia – Quando se anda “ao sabor do vento”, sem nenhuma orientação por parte de um superior, os resultados não são os melhores

7) Mudanças contínuas – Se o seu chefe passa a vida a alterar o plano de estratégia, poderá estar a contribuir para a sua impaciência e conseqüentemente a real desmotivação

8) Concorrência interna – Certas empresas gostam de “picar” os seus colaboradores, ou seja, criar um clima de concorrência. Este tipo de atitude tende a acabar com o espírito de equipa.

9) Desonestidade – Este é um fator bastante forte para originar a desmotivação, assim como a hipocrisia.

10) Retenção de informação – Quando são omitidas determinadas informações, os colaboradores sentem que lhes estão a esconder alguns fatos e entendem essa atitude como falta de confiança.

11) Respostas desencorajadoras – Se são dadas negas sucessivas ou respostas desencorajadoras a um trabalhador, este poderá sentir-se inútil e deixar de ter iniciativas.

12) Sub-aproveitamento – Os colaboradores podem perder a motivação se têm poucas tarefas para desempenhar ou se estas forem menos importantes que um outro colaborador, que está ao seu nível.

13) Desempenhos medíocres – Quando consideram que trabalhos de outros, com fraca qualidade, são valorizados, os colaboradores não se esforçam para obter um bom desempenho.

14) Comodismo – Se está acomodado a um cargo, poderá deixar de fazer esforços.

15) Controlo excessivo – A desmotivação surge quando um colaborador é tratado como uma criança e quando todos os seus atos são controlados. Além do mais, o controlo excessivo contribui para a perda do sentido de responsabilidade.

16) Injustiça – A produtividade diminui drasticamente quando um colaborador considera ter sido injustiçado.

Se é responsável por uma secção na sua empresa e está a originar algum destes fatores, o melhor será mudar de atitude, pois o contributo de um colaborador poderá ser precioso. Se é colaborador e está a ser prejudicado, o melhor será falar abertamente com o seu superior.

É impossível deixar de ficar tenso na conversa cara a cara. Conheça

http://vocesa.abril.com.br/informado/aberto/ar_152641.shtml

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