6
September , 2010
Monday





Frases, textos, artigos motivacionais, mensagens de otimismo, mensagens de reflexões, motivação, mensagens para motivar, textos de motivação.

Submarino.com.br

Qualificar ou não qualificar? Eis a questão

Postado por Admin em de março de 2008

Carlos Alberto Poleti

Recebi há algum tempo atrás uma newsletter de uma grande consultoria de RH, contendo um artigo que, confesso, me deixou bastante preocupado e também confuso, diante da quantidade de informações divergentes que hoje são divulgadas sobre um assunto muito atual e do interesse da grande população.

Esse artigo comentava sobre as dificuldades para obtenção de emprego enfrentadas por profissionais cuja qualificação, obtida através de seu esforço, dedicação e investimento pessoal, encontra-se acima da média de outros que ainda tentam de alguma forma consolidar sua experiência.

Sob a alegação de que esses profissionais certamente “custam” mais caro para as organizações, este seria o principal e primeiro obstáculo para sua permanência no mercado de trabalho. Outro aspecto dizia respeito à idade. É óbvio que para apresentar uma qualificação diferenciada, adquirida através da experiência, esses profissionais não são os mais jovens (a maturidade profissional mantém uma relação diretamente proporcional ao avanço na idade cronológica). Aliado a esses dois fatores, um outro componente ainda mais preocupante dizia respeito à adequação desta qualificação à exigência das posições oferecidas pelas organizações, ou seja, há uma superqualificação desses profissionais que não podem utilizar todo o seu potencial, pois os cargos oferecidos não exigem esta aplicação.

Esta é uma situação que observamos cotidianamente com anúncios de emprego, onde as empresas fazem uma exigência de qualificação acima daquilo que realmente seria necessário para a obtenção de bons resultados pelos contratados. Esta exigência é uma forma de aproveitar o que o mercado tem oferecido, com a finalidade de aumentar o grau de qualificação profissional dos quadros das organizações, porém não há o conseqüente enriquecimento das posições e a devida valorização dessas competências. Por muito tempo ainda vamos ver os jovens recém-formados, com MBA, pós-graduação, mestrado, e até mesmo alguns com doutorado, sendo contratados para auxiliar na execução de tarefas simples, tirando cópias de manuais técnicos, servindo de secretários em reuniões, carregando pastas e mais pastas pelos corredores, pois o que seria necessário para fazer o trabalho fluir na verdade seria um mensageiro e não um “trainee”, que supostamente estaria sendo “preparado” para assumir posições estratégicas na estrutura. Há muito “trainee” para muito poucas vagas de executivos nas empresas.

Sob a ótica de que as organizações são um espelho do seu quadro de colaboradores, esses profissionais “diferenciados” deveriam estar utilizando todo o seu potencial criativo e toda a sua bagagem na obtenção de resultados também diferenciados, porém ainda não há o devido espaço para a delegação de poder e autoridade para que esta situação se torne real. A inadaptação desses profissionais se dá exatamente porque pouco ou quase nada de suas competências são realmente exigidas. Aí, neste caso, sou obrigado a concordar que ele se torna efetivamente caro, pois o seu retorno é baixo perto do que ele custa.

Nós, profissionais de RH, devemos de uma vez por todas, estabelecer e defender aquilo que seria a medida justa e equilibrada para as organizações. De nada adianta incentivarmos a todos para que corram atrás de uma melhor qualificação para se manter “empregável” se, por outro lado, dentro da empresa não orientamos os nossos esforços para que a estrutura tenha condições de absorver este aumento de qualificação. Cabe a nós, como agentes de mudança, sensibilizar de uma vez por todas aos responsáveis pela gestão dos negócios, que qualificação se traduz em autonomia e melhoria de resultados, porém traz consigo a exigência de uma constante valorização das pessoas que efetivamente irão contribuir para este crescimento.

Não devemos assustar aos que hoje estão buscando o aperfeiçoamento e o desenvolvimento de qualificação com a idéia de que isso pode um dia ser um empecilho para a sua contratação. Devemos buscar exatamente o contrário, fazer com que as organizações enriqueçam cada vez mais seus postos de trabalho, através da oferta de maior autonomia e participação de seus colaboradores, para que na exata proporção possam manter o jogo no ganha-ganha.

É necessário que algo seja feito para que não mais vejamos anúncios como este:
ÁREA ADMINISTRATIVA/RH – AOS EMPRESÁRIOS, POR FAVOR, CONTRATEM-ME. PROFISSIONAL DA ÁREA RH/ADMINISTRATIVA COM VASTA EXPERIÊNCIA PROCURA TRABALHO URGENTE. – Anúncio publicado no caderno de classificados Boa Chance do Jornal – O Globo do dia 06/06/2004.

 

Popularity: 1% [?]

Você pode comentar esse artigo, ou criar trackback para seu site......................................................... Imprimir Imprimir Enviar email Enviar email

Leave a Reply





E VOCÊ? FAZ PARTE DE QUAL TIME?

Imagem de Amostra do You Tube

Popularity: 2% [?]

Recent Comments

Neste site são disponibilizados para vocês os textos motivacionais diversos que o pessoal da área de recursos humanos tem usado bastante para colocar nos quadros da empresa ou para enviar aos seus colaboradores… Temos também diversos vídeos muito úteis e de excelente qualidade que não se pode perder a chance de conhecer!

Recent Comments

A lição do bambu chinês

On mai-1-2008
Reported by Admin

A disciplina da inovação

On fev-29-2008
Reported by Admin

Amor I love you

On mai-1-2008
Reported by Admin

Ser Mulher

On mar-5-2009
Reported by Adrian |Webmaster|