Sete pecados capitais do profissional
Quem está numa equipe não pode cometer certos deslizes. Essescomprometem a eficiência do grupo e voltam-se com força dobrada contra o pecador. Os sete pecados capitais do membro de uma equipe são:
Fazer corpo mole – Deixar o trabalho para os outros, pega mal, muito mal. Não adianta ter boas desculpas, disfarçar, que todos percebem imediatamente qualquer menor sinal de corpo mole. Desleal para com os colegas, o corpo mole queima (ou melhor: torra) a moral do pecador.
Como a vida é dura para quem é mole, ele acabará colhendo resultados desastrosos.
Alienação – Estar dentro do grupo e manter-se psicologicamente fora é péssimo. Ou se sai do grupo, ou se compartilha seus objetivos e esforços. Os colegas se sentem rejeitados pela pessoa que se mantém altivamente “superior” às coisas do grupo. Essa pessoa causa a impressão de que o grupo não a merece. Ou que gostaria de pertencer a outro grupo mas não conseguiu.
Deslealdade – Ser desleal com o grupo é falar mal dele quando se está fora, por exemplo. É usar de expedientes injustos para desmerecer os feitos do grupo, atrapalhar seus objetivos, comprometer seus esforços.
Se o grupo está caminhando por uma trilha que o indivíduo não aprova, ele tem de agir no sentido de influenciar os colegas, isto sim. Fingir aceitação e agir por trás é covardia.
Postura “do contra” – Há pessoas que são “do contra” permanentemente e cronicamente. Ser contra uma idéia, um plano, uma estratégia qualquer é necessário e bom, quando se visa o melhor para a equipe. Ser contra abobrinhas só para manter-se crítico é estupidez.
Formação de panelinhas – Todos temos preferências e temos direito a elas. Porém, traduzir isso em “panelinhas” ou pequenos grupos de apoio mútuo e exclusão de terceiros, no ambiente de trabalho, é péssimo. As preferências devem guardar-se no plano pessoal e as relações de trabalho devem ser objetivas, isentas e adultas.
Romance – Algumas empresas são mais flexíveis, outras são menos, quanto ao namoro no trabalho. Independente de políticas da empresa, porém, as relações íntimas sempre foram e serão perigosas, por despertar simpatias especiais e privilégios, além de inveja, ciúmes.
Manter uma postura espartana usualmente é melhor para todos, mas, se o namoro for inevitável, para a saúde do relacionamento é preferível que ambos sejam de áreas diferentes na empresa ou que um dos dois procure trocar de área ou emprego.
Fofoca – A fofoca e a formação de “rádio corredor” no interior de um grupo começa logo a solapar a produtividade e a moral da equipe.
Os fofoqueiros devem ser combatidos com a comunicação clara e transparente.
Autor: José Antônio Rosa é professor de pós-graduação em Administração no Instituto Nacional de Pós-Graduação, jornalista, editor e consultor da Manager Asse
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