Um Passo Para A Inovação
Em empresas de qualquer porte, o desenvolvimento da criatividade é essencial ao processo inovador
Rodrigo Lóssio
Não é mais possível admitir que, em pleno século XXI, uma empresa que almeja o sucesso não tenha como lema a inovação.
Mas, além disso, é preciso ter como princípio o processo criativo. É com a combinação dessas duas ações – criar e inovar – que organizações continuarão a existir nas próximas décadas e, junto a diversas ações estruturantes, manterem-se competitivas.
Segundo o professor e consultor Victor Mirshawka Junior, diretor de pós-graduação da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), empresas que não estimulam a criatividade entre seus funcionários tenderão a desaparecer nos próximos anos. “As organizações precisam se imbuir do espírito da criatividade, já que isso faz parte do processo de inovação. Empresas que não estimulam o ato de criar no trabalho individual e em equipe não têm a capacidade de se reciclar, inovar”, indica o professor.
Mirshawka Junior é especialista em inovação e criatividade e presta consultoria para companhias, em geral de grande porte.
Isso não significa que empresas menores não devam se preocupar com o tema.
Para Mirshawka, o empreendedor por oportunidade é geralmente inovador e muito criativo. “Esse profissional perturba a ordem econômica com um novo produto ou serviço, tendo como base o processo criativo”, complementa.
Em relação a outros países, o Brasil ainda fica para trás quando o assunto é inovação.
Um recente relatório divulgado pela Economist Intelligence Unit, um instituto de pesquisa internacional, compilou um ranking de 82 economias com base em seus níveis de inovação, entre 2002 e 2006. Com base nessas informações, o EIU identificou que de 2007 a 2011 o Brasil deve cair da atual 48ª para 52ª colocação, sendo suplantado por países como Polônia, Barein, Lituânia e Ucrânia.
Para Mirshawka Junior, o desenvolvimento da criatividade poderia ajudar a reverter essa queda. “É preciso instituir a criatividade como processo na empresa.
No país, mesmo as organizações consideradas referência no assunto estão pouco estruturadas para criar e, acima de tudo, inovar”, avalia o especialista.
Nas organizações que atende, o especialista desenvolve uma consultoria em três níveis: instrumental, metodológico e estratégico.
No primeiro, Mirshawka apresenta as técnicas para estimular os profissionais e suas equipes a pensarem de forma criativa. No segundo, apresenta as metodologias e organiza essas técnicas de criatividade na empresa. Já no estratégico, a consultoria atua influenciando principalmente os gestores e acionistas com o objetivo de modificar a cultura corporativa, e, assim privilegiar o ato de inovar – o passo final de um longo caminho.
Categoria: Administração
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