A empresa que não sabia que a cliente existia
Trata-se de um supermercado regional que possui três filiais nas cidades circunvizinhas e adota como estratégia de venda, pré-datar os cheques de seus clientes.
Ao terminar de passar suas compras no caixa, a senhora pediu a funcionária que pré-datasse seu cheque. A funcionária perguntou: “A senhora tem cadastro com a gente?” A senhora respondeu: “Sim, mas não nesta loja!”
Diante da resposta, a caixa informou que, para pré-datar o cheque, a cliente deveria fazer um novo cadastro. A senhora ficou indignada. Por que fazer cadastro se já possuía, na sua cidade e fazia uso constantemente do pagamento do cheque pré-datado? A cliente perguntou: “Mas não é o mesmo supermercado, do mesmo dono?”, “Sim, respondeu a caixa!”
Momento depois chegou o gerente da loja, que deu a sentença final: a cliente deveria fazer um novo cadastro, apresentando os documentos exigidos. Diante da afirmação do gerente, a cliente deixou as compras no caixa e foi embora, reclamando aos quatro ventos do supermercado.
Este fato ocorreu em um pequeno supermercado, mas poderia ter ocorrido em qualquer outro ramo de negócio; como por exemplo, poderia ser em uma loja de roupas, loja de sapatos, pizzaria, padaria, farmácia, etc.
No mundo dos negócios atualmente, a informação assume uma importância crescente, entretanto ela não deve ser guardada a sete chaves na empresa. A empresa deve criar formas de disponibilizá-la, sabendo que ela é de fundamental importância para explorar as novas oportunidades de fazer negócio.
Estamos constantemente ouvindo que as empresas devem satisfazer as necessidades dos seus clientes, oferecendo novos produtos e serviços, agregando sempre valor para satisfazê-los, entretanto, em casos como acabamos de ler isso não acontece. A qualidade na era dos serviços se consegue oferecendo aos clientes um valor superior a partir de uma estratégia que satisfaça suas verdadeiras necessidades. O valor agregado neste caso, esta ligado a disponibilidade dos dados dos clientes, permitindo ao cliente economizar tempo e aproveitar os serviços fornecidos. Para isso, é necessário mudar o paradigma: do foco no produto para o foco no serviço.
FONTE: retirado do Blog do Egnaldo Paulino (http://blog.egnaldopaulino.com/2008/02/01/a-empresa-que-nao-sabia-que-a-cliente-existia)
AEMP – Academia de Empreendedores
Categoria: Vendas
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