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September , 2010
Friday





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Archive for the ‘Linguagem’ Category

Para se roubar um coração

Posted by Adrian |Webmaster| On março - 17 - 2010 ADD COMMENTS

Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se alcança o coração de alguém com pressa.

Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.

Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.

Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.

É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.

Para se conquistar um coração definitivamente

tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.

Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes,

que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.

…e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele,

vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.

Uma metade de alguém que será guiada por nós

e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.

Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria.

Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?

Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.

Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava.

… e é assim que se rouba um coração, fácil não?

Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade,

a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!

E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém… é simples…

é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.

(por Luis Fernando Veríssimo)

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A arte de ouvir

Posted by Adrian |Webmaster| On março - 15 - 2010 ADD COMMENTS

Lembro-me do livro de contabilidade do meu pai. Ao lado esquerdo ficava a página do “Deve”, onde ele anotava os pagamentos feitos, dinheiro que não era mais seu. Ao lado direito estava a página do “Haver”, onde se registravam as “entradas”, sua pequena riqueza. Na alma também se encontra um livro de contabilidade. Tanto assim que o Vinícius escreveu um poema com o título “O Haver”. Ele já estava velho e fazia um balanço final do que restara. “Resta”: é assim que cada verso se inicia. “Resta essa intimidade perfeita com o silêncio… Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado… Resta essa vontade de chorar diante da beleza.. Resta essa comunhão com os sons…. Resta essa súbita alegria ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem história…”

Quem diria que o som de passos na madrugada poderia ser parte da herança de felicidade um poeta! Os poetas são seres muito estranhos. Ficam felizes com nada. A poesia se faz com nadas…Bem disse o Manoel de Barros: “Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia. As coisas que não servem para nada têm grande importância”… Fernando Pessoa sofria da mesma peculiaridade auditiva do Vinícius. Lembro-me de um verso seu que não consegui encontrar, que é mais ou menos assim: “Por esse barulho do vento nos meus ouvidos valeu a pena eu ter nascido”. Se o verso não foi dele fica sendo meu porque eu já tive a mesma experiência várias vezes. Caminhando sozinho no silêncio das árvores o vento me sussurra segredos de felicidades: “Assim a brisa nos ramos diz sem o saber uma imprecisa coisa feliz…” (Fernando Pessoa ).

Ouvir os sons do mundo é uma felicidade que somente os artistas recebem por nascimento. Os outros têm de aprender. Para isso há de haver os mestres da escuta. Como John Cage que compôs uma curiosa peça para piano. É assim: o pianista faz precisamente o que fazem todos os pianistas. Entra no palco, encaminha-se para o piano, assenta-se, regula a distância do banco, concentra-se – e não faz o que todo pianista faz. Ele não toca! Não, não! Não está certo! Eu errei! O pianista toca sim. Ao piano ele executa o silêncio. O piano toca uma grande pausa! Cage faz o piano tocar silêncio para que se ouçam os delicados sons do mundo que não seriam ouvidos se o piano tocasse: as batidas do coração, a respiração, o ranger de uma cadeira, uma tosse, um sussurro… “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas”, disse Lichtenberg. O não fazer é a forma suprema de fazer, afirma a filosofia Tao. Fazer nada é estar à espera. Por isso se aconselha meditação, que nada tem a ver com a meditação ocidental. A meditação ocidental é falar baixo os próprios pensamentos de uma forma metódica. O piano toca. Mas a meditação oriental é silenciar os próprios pensamentos para que os sons do mundo possam ser ouvidos. O piano não toca. Pra que serve isso? Pra nada. Não é ferramenta. Não tem utilidade. É coisa da caixa de brinquedos. Só dá felicidade.

O mundo está cheio de música. Há os sons que não existem mais, que estão perdidos na memória. Meu amigo Severino Antônio, poeta de voz mansa, sugeriu aos seus alunos que um passo primeiro para a poesia seria chamar do esquecimento os sons que um dia ouviram e que não se ouvem mais. A música do realejo, o canto do carro de bois, o apito das fábricas, das locomotivas, o “din-din” dos bondes, o canto dos galos, o repicar fúnebre dos sinos, o crepitar do fogo nos fogões de lenha, a gaita do sorveteiro, a buzina das charretes… Parece que a poesia fica guardada nos sons que não mais se ouvem. Há também os sons da cidade, os gritos dos vendedores, o vozerio nas feiras, a algazarra das crianças ao sair das escolas, os bate-estacas das construtoras, o canto dos pardais, os rádios ligados dos trabalhadores, o latido ardido dos poodles… E há os sons da natureza: o assobio do vento, o barulho da chuva, os mantras das cachoeiras, o canto dos pássaros, dos sapos, dos grilos ( tantos hai-kais sobre os grilos…), dos galos, o barulho das ondas…

“Todo homem – até mesmo o rico – é poeta entre os quinze e os vinte anos. A nova educação deverá fazer do homem um poeta em todas as idades, sem que lhe seja necessário escrever versos. Viver a poesia é muito mais necessário e importante do que escrevê-la” – assim disse Murilo Mendes. Poesia é música. A primeira poesia que se ouve é uma canção de ninar. Depois, é a música do mundo…

“Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram”, escreveu Cummings. Acordar os ouvidos! Não me consta que essa tarefa tenha sido jamais mencionada em tratados sobre a educação. É compreensível. Para isso os professores teriam que ser artistas, pianos que não tocam nada e que só fazem ouvir. Quando isso acontecer, quem sabe, os nossos jovens aprenderão a identificar o canto dos pássaros e ficarão subitamente alegres “ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória…”

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Socorro, a comunicação sumiu!

Posted by Adrian |Webmaster| On janeiro - 27 - 2010 1 COMMENT

Estou preocupado com um fenômeno que está atingindo cada vez mais as pessoas: a preguiça em ler um documento do início ao fim. Ninguém mais quer se dar ao trabalho de ler e interpretar um texto, por menor que seja. Parece que é mais fácil ligar para a pessoa que o enviou e pedir que esta lhe faça um resumo.

Isto está ocorrendo em todos os níveis. Algumas pessoas alegam não ter tempo para ler e deixam para depois, principalmente quando o texto possui mais de uma página, caindo assim no esquecimento. Outras dizem simplesmente que não entenderam o primeiro parágrafo e param por ali mesmo. É impressionante!

Têm aqueles que leem somente o primeiro parágrafo e já saem “distribuindo” a notícia da forma como entenderam, surgindo aí os famosos “telefones sem fio” com a mensagem totalmente distorcida.

Falando especificamente da área contábil, até que tentamos resumir as informações enviadas aos clientes, mas na maioria das vezes é quase impossível, principalmente quando se trata de procedimentos fiscais e administrativos.

Conversando com outros colegas do ramo, vejo que a maioria tem a mesma dificuldade em lidar com esta situação.

Minha preocupação não se restringe somente à comunicação escrita, mas também à comunicação verbal. Sinto que muitas pessoas não conseguem se concentrar em ouvir uma mensagem completa. Você inicia uma conversa e o seu “ouvinte” parece estar em outra dimensão, balançando a cabeça e fazendo de conta que está entendendo a mensagem, mas na realidade, está angustiado à espera de uma brecha para falar de outro assunto de seu interesse, ou simplesmente querendo fugir o mais rápido possível.

Como se não bastasse tudo isso, ainda temos que conviver com a rotatividade dos funcionários que trabalham na área administrativa de nossos clientes, justamente aqueles que já estavam familiarizados com as rotinas e procedimentos contábeis e que deverão passar por um novo processo de treinamento, pois na maioria dos casos não possuem qualificação plena nesta área.

Tudo isso leva a conclusão de que a maioria dos problemas é gerada simplesmente por falhas de comunicação. “Ah, eu entendi assim”, “Achei que era desta forma”, “Por que você não me avisou que haveria multa”, etc.

Por mais que você se esforce em manter os comunicados importantes devidamente protocolados, sempre haverá um atrito quando ocorrer algum problema relacionado a algum fato importante que ao olhar do cliente “não foi devidamente esclarecido”.

Então, quando temos uma informação importante a repassar ao nosso cliente, somos forçados a fazê-la de varias maneiras diferentes e criativas, a fim de ter certeza de que o objetivo foi alcançado.

Ou seja, não basta você enviar um e-mail com informações importantes, você tem que ligar para o cliente e conversar sobre o assunto. Se não resolver por telefone, marcar uma reunião para sanar todas as dúvidas.

Da mesma forma deve ser feito com a equipe responsável pelos procedimentos. Não deixe que mal entendidos interfiram na relação de sua empresa com os clientes, pois mesmo que você tenha razão, numa discussão com o cliente, você sempre será o maior perdedor.

“Sessenta por cento de todos os problemas administrativos resultam da ineficácia da comunicação.” (Peter Drucker).

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E VOCÊ? FAZ PARTE DE QUAL TIME?

Imagem de Amostra do You Tube

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Neste site são disponibilizados para vocês os textos motivacionais diversos que o pessoal da área de recursos humanos tem usado bastante para colocar nos quadros da empresa ou para enviar aos seus colaboradores… Temos também diversos vídeos muito úteis e de excelente qualidade que não se pode perder a chance de conhecer!

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