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September , 2010
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Archive for the ‘Poesia’ Category

Experiência

Posted by Adrian |Webmaster| On outubro - 11 - 2009 1 COMMENT

Foto: Jean-Sebastien Monzani

Foto: Jean-Sebastien Monzani

Num processo de seleção da Volksvagen, os candidatos devariam responder a seguinte pergunta: “Você tem experiência?” A redação abaixo foi feita por um dos candidatos .Ele foi aprovado e seu texto faz muito sucesso, e ele com certeza sempre será lembrado pela sua criatividade , sua poesia, e acima de tudo por sua alma!

Redação vancedora:

” já fiz cosquinha minha irmã só pra ela parar de chorar, ja´me queimei brincado com vela.já fiz bola de chiclete e melequie todo o rosto .Já conversei com o espelho e até já brinquei de bruxo, já quis ser astronauta, violinista, mágico, caçador e trapezista.

Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. já passei trote por telefone . Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.  Já roubei beijo, já confundi sentimentos.

Peguei atalhos errados e continuo andando pelo desconhecido. já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro. já me me cortei fazendo a barba apressado. Já chorei ouvindo música no ônibus. já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobrir que essas são as mais difíceis de se esquecer. já subi em árvore pra roubar fruta. Já cai da escada de bunda. já fiz jura eternas. Já escrevi no muro da escola,  já chorei sentado no chão do banheiro,  já fugi de casa pra sempre e voltei no outro instante.

Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi o pôr-do-sol cor de rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir meus lábios dormentes, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encotrei o meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor ,mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.Já apostei em correr descalço na rua e gritei de felicidade, já roubei rosa num enorme jardim.Já me apaixonei e achei que era pra sempre,mas pra sempre era um “para sempre” pela metade.já deitei na grama de madrugada e vi a lua virar sol, já chorei por ver amigos partindo,mas descobri que logo chegam amigos novos, a vida é mesmo um ir e vir sem razão.Foram tantas coisas, momentos fotografados pelas lentes do emoção, guardados num baú chamado coração .E agora um formulário me interroga, me encosta na perede e grita :”Qual a sua experiência?” .

Essa pergunta ecoa no meu cérebro: exeriência… experiência… Será que ser “plantador de sorrisos ” é uma boa experiência? Não!!!!!!!!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos !

Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou essa pergunta:

ExPeRiênCiA? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova”

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A VIDA

Posted by Adrian |Webmaster| On setembro - 17 - 2009 ADD COMMENTS

viver-a-vida

Recebido de: Claudia Correa Moutran

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Mário Quintana

A vida são deveres que nós trouxemos pra fazer em casa.

Quando se vê já são seis horas!

Quando se vê, já é sexta-feira…

Quando se vê, já terminou o ano…

Quando se vê, passaram-se 50 anos!

Agora, é tarde demais para ser reprovado…

Se me fosse dada, um dia,

outra oportunidade,

eu nem olhava o relógio.

Seguiria sempre em frente

e iria jogando, pelo caminho,

a casca dourada e inútil das horas…

Dessa forma eu digo,

não deixe de fazer algo que gosta devido a falta de tempo,

a única falta que terá, será desse tempo,

que infelizmente não voltará mais.

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Meu ideal seria escrever…

Posted by Adrian |Webmaster| On maio - 16 - 2009 ADD COMMENTS


Meu ideal seria escrever…


Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse — “ai meu Deus, que história mais engraçada!”. E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria — “mas essa história é mesmo muito engraçada!”.

Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher bastante irritada com o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação da mulher. Mas depois que ela , apesar de sua má vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrassem do alegre tempo de namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos.

Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera a minha história chegasse – e  tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aquelas pobres mulheres colhidas nas calçadas e lhes dissesse — “por favor, se comportem, que diabo! Eu não gosto de prender ninguém!” . E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.

E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, e fosse atribuída a um persa, na Nigéria, a um australiano, em Dublin, a um japonês, em Chicago — mas que em todas as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito velho dissesse: “Nunca ouvi uma história assim tão engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com certeza algum anjo tagarela que  contou aos ouvidos de um santo que dormia,  que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que se filtrou por acaso até nosso conhecimento; é divina”.

E quando todos me perguntassem — “mas de onde é que você tirou essa história?” — eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, foi um desconhecido que a contava a outro desconhecido, e que por sinal começou a contar assim: “Ontem ouvi um sujeito contar uma história…”.

E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha história em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.

(escrito por Rubem Braga - crônica extraída do livro “A traição das elegantes”, Editora Sabiá – Rio de Janeiro, 1967)

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E VOCÊ? FAZ PARTE DE QUAL TIME?

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Neste site são disponibilizados para vocês os textos motivacionais diversos que o pessoal da área de recursos humanos tem usado bastante para colocar nos quadros da empresa ou para enviar aos seus colaboradores… Temos também diversos vídeos muito úteis e de excelente qualidade que não se pode perder a chance de conhecer!

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