Como criticar sem ofender?

 

Não é o que se fala, mas como se fala. A frase é um verdadeiro ensinamento de que palavras iguais ganham pesos diferentes, dependendo da forma como são faladas. Mas, é possível substituir a “dureza” das palavras por uma crítica que mescle franqueza e educação na hora de expor as falhas alheias. Se essa regra vale para a vida pessoal, ela é fundamental no meio profissional pois pode eliminar o desgaste entre chefia e subordinados.


Para especialistas, criticar um subordinado com agressividade é um erro que um gestor não pode cometer. As consequências podem ser desastrosas. Os criticados costumam sentir-se desmotivados e distantes dos objetivos que lhe foram confiados.

Muitos líderes adotam a chamada “tática do sanduíche”, que consiste em apontar características positivas entre as críticas. A verdade, porém, é que fazer críticas é uma habilidade que exige, acima de tudo, edeucação na hora de fazê-las. O erro mais comum é misturar avaliação profissional com julgamentos pessoais, o que pode gerar conflitos de todas as naturezas. Ou seja, uma crítica eficiente é aquela que se concentra nos fatos e nas suas consequências, e não na classificação do comportamento pessoal.

Na hora de “abrir a boca”, é importante imaginar-se na pele de quem receberá a “bronca”. É importante também transmitir credibilidade.

Mas, atenção! As críticas devem ter datas e lugareas certos para serem proferidas. Nada de escolher um dia próximo a uma evento importante, como, por exemplo. o fechamento do balanço. O local também deve ser preservado. Em público somente devem ser feitos elogios.

Como se dar bem na hora de criticar?

O chefe deve apontar os caminhos para que o subordinado possa se aprimorar nos pontos em que foi alvo de críticas. Deve, também, colocar-se à disposição para aprofundar a discussão.

A conversa franca é fundamental. Nada de ironias ou críticas em forma de piadas ou brincadeiras de mau gosto.

Não adianta o chefe criticar o que não pode ser mudado. Por exemplo, em vez de falar que a voz de um operador de telemarketing é muito aguda, a saída é sugerir o reforço de suas habilidades e um curso de dicção.

Se o alvo é o colega da mesa ao lado, reforce a crítica dizendo que você não é o único da equipe a sofrer com suas dificuldades para executar determinada tarefa.

Não aponte apenas as falhas. Valorize as contribuições do criticado para a equipe.

As conversas devem estar “no mesmo nível”. Jamais se mostre superior aos colega de trabalho. E lembre-se: quem critica também pode ser criticado.

Um dos maiores receios de um subordinado é criticar o chefe. Se a investida for mal-sucedida, as consequências podem terminar até em demissão. Mas, é possível cumprir essa tarefa saindo-se bem.

A primeira regra é adotar o mesmo estilo de comunicação do chefe. Por exemplo: se ele for muito objetivo, aja da mesma forma.

Nunca se expresse de forma emocional, mesmo que o seu perfil seja mais para o lado emotivo. Palavras negativas, que possam soar como um ataque ao comportamento do chefe, devem ser evitadas.

Outra dica é olhar nos olhos do chefe enquanto se fala com ele. Isso revela posição de igualdade.

Espero que aproveitem as dicas e que faça enriquecer a sua forma de criticar.


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