Poesias de um momento de vida

Gosto do Seu Café da Manhã

Amanhece,
Você me dá um beijo no ouvido.
Estalado como a minha linda emoção
Daquela visão.
Do meu café da manhã
Regado dos seus beijos,
O gosto de você me beijando
Com minha boca molhada
De leite com café.
Untada de manteiga,
Doce e geléia,
Com todos sabores mixados,
Mas o sabor que mais me leva ao delírio
É no colocar do batom.
Seja o mel do brilho do “Gloss”,
Como o sensual vermelho-carmim.
Que ao deixar o meu lábio caramelado
faz nascer o desejo em você
De me beijar.
Com paixão,
E nessa sensação,
Prefiro o gosto do original.
O gosto do seu amor,
Com toda a tensão,
E ânsia de voltar
A fazer amor.
Cris Passinato

Cadeado Emperrado

Tranco-me em copas.
A fechadura emperrou.
A chave do cadeado?
Não sei onde ficou!
O que posso fazer?
Se no auge do querer…
Fez-me sofrer.
Cris Passinato

O zangão!

Meu sorriso denuncia minh´alma
Explorada como um tesouro.
Meu sorriso reluz como ouro.
É pela chegada do besouro
Que voa e pousa em minha flor.
Flor de néctar doce,
Cor formosa,
Atraído pelo odor forte de sua seiva.
Seiva nutirtiva e deliciosa.
Sugada pela abelha?
Ou zangão…
Sim, com seu ferrão apontado
Para o meu alvo
Que quando emperrado,
Penetra e enebria,
Sacia e embriaga,
Como veneno da paixão.                                                               

Cris Passinato

Capa da Mulher Madura

Impermeável,
Temerosa,
Vez por outra
Chamam-me misteriosa.
Somente protejo tesouros,
Inigualáveis
Portos pouco ancoráveis.
São os sígnos da maturidade
Que me fazem milindrar
Sob o profundo desconhecido
Que se estampam em meu olhar.                                                           

Cris Passinato

Volúpia do Meu Amor

Como posso assossegar
Se meu coração bate,
Meu sangue queima,
Meu pulso
Pulsa o calor,
O furor das ansiedades.
Suo e me arrepio.
Expondo e pondo
Tudo a flor-da-pele.
Minha boca sora
E ranjo os dentes
Apertando-os contra
Os labios carnudos e rubros;
Agonia que me contagia
E desfarço por perceber você,
Sorridente sem jeito.
Para não transparecer
Essa folia da magia
Baixo olhar e de rabo de olho
Mando-lhe um piscar.
Que ai alvorecer
Vai me enlouquecer
E a seiva escorrer
Se no escurecer,
Desse dia,
Esse fulgor
Você não vier acender.
Cris Passinato

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