Desde julho em busca de uma vaga na área financeira, Helenice Aparecida Sabino de Oliveira, 36, diz ter feito várias redações em processos seletivos, mas ainda não sabe como essa etapa é usada para “peneirar” os candidatos. A resposta varia com a política de RH da organização. Algumas avaliam o perfil do candidato por meio da grafologia (estudo da letra para analisar comportamentos).
Outras examinam o domínio do idioma ou usam textos para checar o nível de atualização. Seja qual for a maneira, a redação é um elemento cada vez mais presente nas seleções das empresas. “Geralmente servem de apoio para uma decisão final”, diz Dario Guimarães, 35, da Across RH. Os especialistas desbancam o pressuposto de que saber escrever é um requisito apenas para quem utiliza o texto como ferramenta de trabalho. “Dominar a língua é essencial para todos”, diz Eliane Leite, 47, diretora de educação corporativa da Xerox do Brasil, que aplica a redação em seus processos de seleção.
Folha de S. Paulo
