A Síndrome Metabólica e a obesidade abdominal
A Síndrome Metabólica e a obesidade abdominal
Pessoas com excesso de peso, principalmente as que têm a gordura localizada na cintura – com formato corporal semelhante a uma maçã –, que não se alimentam corretamente e são sedentárias, geralmente sofrem da Síndrome Metabólica ou Síndrome X.
Tanto a ação do stress emocional quanto dos estressores físicos (agressores ambientais) sobre o organismo, provocam um desequilíbrio endócrino caracterizado por insuficiência adrenal, deficiência gonadal, hipotireoidismo e resistência insulínica, promovendo, assim, uma inflamação subclínica crônica e desencadeando um stress oxidativo. Isso significa que aumentam os riscos de doenças cardiovasculares, como infartos e derrames, além de diabetes mellitus tipo 2.
A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que tem a função de queimar o açúcar do sangue (glicose) e levá-lo para as células, onde será utilizado como energia. Cinco fatores identificam a síndrome: obesidade abdominal, intolerância à glicose, aumento de triglicérides, diminuição do colesterol bom (HDL) e hipertensão arterial, além do sedentarismo. A produção da insulina é limitada.
Circunferência abdominal
Quando o organismo continua precisando do hormônio, mas o órgão não consegue aumentar a produção, pode surgir o diabetes mellitus tipo 2. A resistência à insulina tem relação com a circunferência abdominal, pois o tecido gorduroso produz hormônios que atrapalham a ação da insulina, como o adiponectina.
A insulina também participa do processo de fabricação de gorduras, como o triglicérides. Se estiver em grande quantidade no organismo, pode levar ao aumento do colesterol ruim e à diminuição do bom colesterol. Também retém sódio (sal), que favorece a retenção de líquidos no nosso organismo e contribuindo para o aumento da pressão arterial.
Há um “sofrimento” gastrintestinal decorrente dessa infecção subclínica caracterizado por inflamação, má absorção, disbiose e aumento da colonização por cândida.
Fatores de risco
Cinco características principais estão relacionadas à Síndrome Metabólica. Apresentando três ou mais dos fatores de risco, está caracterizado o transtorno. São eles:
Obesidade abdominal – A circunferência da cintura maior do que 102cm nos homens e maior do que 88cm nas mulheres. Deve ser medida com fita métrica na linha do umbigo;
Triglicérides – Maior ou igual a 150 mg/dl;
Índices baixos de Hight Density Lipoprotein (HDL) ou colesterol bom – Menor do que 40 mg/dl nos homens e menor do que 50 mg/dl nas mulheres;
Pressão Arterial – Máxima maior ou igual a 13, e mínima 8,5;
Glicemia de jejum – Maior ou igual a 100 mg/dl.
Outro indicador também pode ser o índice de massa corporal (IMC), que não deve ser maior do que 30. O IMC é calculado quando dividimos o peso (em kg) pela altura ao quadrado (em metros).
A síndrome é mais comum nos homens, que em geral têm maior tendência a acumular gordurinhas na barriga.
Como reverter a resistência à insulina?
Para reduzir a resistência à insulina, é necessário perder peso, ter uma dieta balanceada e praticar exercícios regularmente. Antes de iniciar uma atividade física é importante passar por avaliação médica, para identificar a existência de problemas cardíacos que podem interferir no treino.
A atividade física ajuda na perda de peso dos pacientes com a Síndrome Metabólica – além de reduzir o risco de doenças cardiovasculares –, melhora a sensibilidade à insulina e controla a pressão arterial. O ideal é fazer 30 minutos diários de exercícios moderados.
Já a alimentação deve ser acompanhada de exercícios para preservar a massa muscular e acelerar a perda de gordura. Em pacientes com a síndrome, a dieta deve priorizar carboidratos e fibras, reduzir o sódio (sal) e a ingestão de colesterol. A gordura total não deve exceder 30% do valor calórico total diário (recomendação da Associação Americana de Diabetes).
No tratamento pode ser necessário o uso de medicamentos sensibilizadores da insulina, como a metformina e glitazonas (bioglitazona e rosiglitazona).
A supressão da infecção pode ser feita farmacologicamente ou não. Entre as não farmacológicas estão as terapias oxidativas, que elevam a oxigenação tecidual. Com isso, aumentam a produção de ATP e a liberação de citoquinas, estimulando o sistema imune. Essa estimulação anti-oxidante diminui o stress oxidativo e o aumento da tensão do oxigênio mata os microorganismos. Há ainda as terapias energéticas, como acupuntura, homeopatia e exercícios energéticos.
Dra. Jacqueline Renault
Medicina Estética
CRM 5250620-6
Clínica Harmonya
Av. das Américas 4200, Ed. Paris, sala 120A
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Tel. (21) 3150-2520
Categoria: Cultura
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