Aceite-se como é, seja maduro

Jonas Salk, o homem que desenvolveu a vacina Salk contra a poliomielite, tinha muitos críticos, apesar da incrível contribuição que ofereceu à medicina. Sobre isto, ele comentou: “Primeiro, as pessoas lhe dirão que você está errado. Depois, dirão que você está certo, mas que suas realizações não são tão importantes, mas que, afinal de contas, elas já sabiam disso o tempo todo.” Como os líderes que estão na linha de frente lidam com esse tipo de reação instável por para dos outros? Eles aprendem a aceitar-se como são. Se você já se aventurou no autoconhecimento e trabalhou duro para mudar o que era necessário, então o que mais pode fazer?
O professor e escritor Leo Buscaglia dá este conselho: “A coisa mais fácil de ser neste mundo é você mesmo. A coisa mais difícil de ser neste mundo é aquilo que os outros querem que você seja. Não permita que coloquem você nessa situação”. Para ser a melhor pessoa que pode – e o melhor líder possível - é preciso ser você mesmo. Isso não se equivale à ausência de disposição para se desenvolver e mudar; apenas significa que está trabalhando para se tornar o melhor que pode ser. E como observou o psicólogo Carl Rogers, “o paradoxo curioso é que, quando me aceito assim como sou, então posso mudar”. Ser o que você realmente é consiste no primeiro passo para se tornar ainda melhor.
Se você se preocupa demais com o que os outros pensam a seu respeito, é porque acredita mais na opinião deles do que na sua. A orientadora de executivos e consultora Judith Bardwick afirma: “A confiança verdadeira é resultado do autoconhecimento e da auto-aceitação - seus pontos fortes e seus limites. É o contraponto da dependência de palavras alheias.”

(do livro: “O livro de ouro da liderança” - John C. Maxwell)

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