On dezembro - 6 - 2007
Um especialista de sistemas meio introvertido finalmente conseguiu realizar o sonho da sua vida: um cruzeiro. Era a coisa mais doida que tinha feito até então.Estava começando a desfrutar da viagem quando um furacão virou o navio como se fosse uma caixa de fósforos. O rapaz conseguiu agarrar-se a um salva-vidas e chegar a uma ilha aparentemente deserta e muito escondida. Deparou-se com uma cena belíssima: cachoeira, bananas, coqueiros… mas quase nada além disso.Ele se sentiu desesperado e completamente abandonado.Vários meses se passaram, até que um belo dia apareceu, remando, uma belíssima engenheira, daquelas de fazer parar o trânsito que começou logo uma conversa:- Eu sou do outro lado da ilha. Você também estava no cruzeiro?- Estava! Mas onde conseguiu esse bote?- Simples eu sou engenheira e usei meus conhecimentos! Tirei alguns galhos de árvores, sangrei umas seringueiras, defumei até virar borracha, reforcei os galhos e fiz a quilha e os remos com madeira de eucalipto. - Mas… com que ferramentas?- Bom, achei uma camada de material rochoso, evidentemente formado por aluviões. Eu descobri que esquentando esse material a certa temperatura, ele assumia uma forma muito maleável. Mas chega disso! Onde você tem vivido esse tempo todo? Não vejo nada parecido com um teto…- Para ser franco, eu tenho dormido na praia… - Gostaria de ver a minha casa?O especialista de sistemas aceitou, meio sem jeito. A engenheira remou com extrema destreza ao redor da ilha. Quando chegou no “seu” lado, amarrou a canoa com uma corda que mais parecia uma obra-prima de artesanato.Os dois caminharam por uma passarela de pedras e madeira construída pela engenheira, e depararam, atrás de um coqueiro, com um lindo chalé construído sobre palafitas, pintado de azul e branco. - Não é muito, disse ela, mas eu o chamo de “meu lar”. - Mas, sente-se, por favor! – Aceita um drinque? - Não, obrigado! Não agüento mais água de coco!- Mas não é água de coco! Eu tenho um alambique meio rudimentar lá fora, de forma que podemos tomar Piñas coladas autênticas! Tentando esconder a surpresa, o especialista de sistemas aceitou.Sentaram no sofá dela para conversar. Depois de contarem suas histórias, a engenheira perguntou: - Você sempre teve barba?- Não. Toda a vida eu andei bem barbeado. - Bom, se quer se barbear, tem uma navalha lá em cima, no armarinho do banheiro. O homem já não perguntava mais nada. Subiu uma escada em caracol e foi em cima, no banheiro, e fez a barba com um complicado aparelho feito de osso e conchas, tão afiado quanto uma navalha. A seguir, tomou um bom banho, sem nem querer arriscar palpites sobre como ela tinha água quente no banheiro.Desceu sem poder deixar de se maravilhar com o acabamento do corrimão. Nosso herói continuou bebericando sua piña colada. A engenheira com um delicioso perfume de gardênias diz: - Ambos temos passado um longo tempo sem qualquer companhia…. Você não tem se sentido solitário? Há alguma coisa de que você sente muita saudade? Que lhe faz muita falta e da qual todos os homens e mulheres precisam? - Mas é claro, disse ele esquecendo um pouco a sua timidez. Tem uma coisa que venho querendo todo esse tempo. Até sonho com isso a noite. Mas… aqui nesta ilha… sabe como é… era simplesmente impossível.- Bom, ela disse com um sorriso maroto, já não é mais impossível, se é que você me entende… O rapaz, tomado de uma excitação incontrolável, disse, quase sem fôlego:
- Não acredito! Você não está querendo dizer que… você bolou um jeito de pegar os seus e-mails aqui na ilha?
Compartilhado Por: Prof. Rita Alonso
Autor: desconhecido. (se você reconheçe este texto e sabe sobre sua autoria nos envie um comentário com os dados que iremos corrigir imediatamente.
