A Ansiedade, Um Mal Estranho
A ansiedade é, de fato, um mal estranho, pois afeta, com extrema freqüência, a maioria das pessoas sem que muitas delas nem sequer se dêem conta disso. E mesmo os que a percebem, justificam-na dizendo que é normal sentir-se ansioso. Na verdade, ninguém se questiona muito a respeito da ansiedade e, por isso, não toma consciência de que ela é uma emoção terrível, pois nos desgasta, rouba nossa energia e polui nossa química orgânica. Essa é uma constatação irrefutável, pois a correlação entre nossos estados emocionais e nosso organismo é facilmente comprovada por experiência própria.
Para podermos lidar com um problema qualquer, a primeira coisa a fazer é compreendê-lo com clareza. Vamos, pois, tentar compreender a ansiedade. Ela pode ser definida como um estado de desconforto ou tensão causada por uma apreensão em face de possíveis problemas, infortúnios ou perigos futuros e, em geral, vem acompanhada de sintomas físicos como aperto na garganta, tremores, sensação fortes no estômago, nos intestinos e etc.
Não é de boa política lutar contra a ansiedade, pois isso só a torna ainda maior. A prova disso é que quando somos dominados por ela e algum amigo tenta aconselhar-nos a não permanecer nesse estado, ficamos muito irritados, piorando ainda mais nossa situação. Assim, a pergunta que fica é: Como conseguir diminuir nossa situação de vítimas diante dessa terrível emoção? (continua)
Como a pergunta certa já contém metade solução do problema, na segunda parte deste capítulo sobre a ANSIEDADE, devemos nos perguntar: ONDE ESTÁ A RAIZ DA ANSIEDADE?
Ao formularmos a questão sobre a origem desse estado emocional negativo que rotulamos de ANSIEDADE, começamos a perceber que a sua fonte está em uma resistência, em uma recusa à aceitação. Na verdade, não aceitamos passar por experiências que classificamos como desagradáveis, difíceis, que previamente conceituamos como “ruins” ou “negativas”. Quando constatamos esse fato com clareza, estamos próximos de perceber que, na base de toda ansiedade, reside um grande absurdo: o de alimentarmos a ilusão de que, no baralho da vida, só existem cartas agradáveis, que previamente conceituamos como “boas” ou “positivas”. No entanto, no jogo da vida, cada jogador receberá OBRIGATORIAMENTE tanto cartas agradáveis como desagradáveis, ou seja, algumas cartas que nos serão simpáticas enquanto outras que nos serão antipáticas. É assim que o grande jogo funciona!
Se reconhecermos que é essa a natureza do jogo da vida, percebemos quão absurdo é ficarmos ANSIOSOS, crispados e apequenados diante de certas cartas, pois isso não impedirá o “croupier do cassino do destino” de nos dar cartas “ruins” ou “negativas” como costumamos dizer.
Paulo-Lauro Raful - Ciência do Viver
Categoria: Motivação
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