A Arte de Ser Diferente
Após observar ao longo do tempo as reações das pessoas toda vez que admitia ser bom em algo, sempre tive a mesma retaliação: “Eita modéstia!” Eu pensava: Caramba, será que a minha auto-avaliação está fadada a uma resposta politicamente correta para não ferir ninguém? Se há uma resposta aceitável, então não é preciso me auto-avaliar.
Há uma passagem em especial que me recordo sempre quando a matéria é modéstia e auto-estima. Na época do Segundo Grau (hoje Ensino Médio), um amigo de turma criticou o professor de história por falta de modéstia após ele dizer que era um dos poucos a conhecer a fundo a evolução do Comunismo no Brasil, inclusive fatos marcantes não reconhecidos oficialmente pela academia. Em resposta, ele disse uma frase ousada que nunca me esquecerei:
“A modéstia é a arma dos incompetentes.”
O que ele complementou depois é que: se sou bom em algo, tenho que ser o primeiro a reconhecer isso, pois se você tem auto-estima e humildade suficiente para reverenciar o meu conhecimento, terá a reciprocidade que lhe cabe. Entretanto, se você se diminui, que respeito espera que tenham por ti?
Não sei se todos digeriram ela como fiz, mas o fato é que marcou e compartilho de sua visão. É claro que há de se respeitar a fronteira entre o auto-valorização e a prepotência, mas isso é uma questão de bom senso. O que quero trazer aqui é a reflexão de uma máxima que sempre repito em meus artigos:
“Só o escasso é valorizado.
Tudo que é abundante perde o valor.”
Em uma perspectiva generalista, as pessoas tentam a todo momento puxar as outras até o seu nível de mediocridade. O que penso é que, sem desmerecer os resultados, os grandes nomes da história são mais aplaudidos pela ousadia de se levantar sobre a massa dos normais e ainda serem ouvidos. Aos rebeldes anônimos, somente restam o preconceito, incredulidade, indiferença e por vezes o boicote, quando não culmina em agressões físicais ou morais.
A diferença entre os grandes nomes e os anônimos, é a admiração a qual são alvos; cujo objeto é o mesmo: atitude. Ambos são revolucionários cujos os frutos amadurecem em ritmos diferentes ao longo da história.
Perguntas:
O quanto admitimos a expressão de nós mesmos naquilo que nos diferencia dos demais?
O quanto permitimos ter nossa essência mutilada em detrimento da baixa auto-estima alheia?
O quanto admitimos a expressão da diferença diante de nós?
Responda sem rodeios, de forma simples e então saberá que tipo de vida você constroi pra si e para aqueles que o rodeiam. Isto vale para o seu papel de pai, quando avalia um subordinado, ao decidir o que se vestir, ao emitir uma opinião … enfim, vale para você refletir sobre suas verdades a respeito de si e de interação com os demais.
Aprenda a assumir a responsabilidade nas consequências das suas atitudes e pare de culpar o mundo.
Jason Sagara
Categoria: Motivação
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