A febre da mudança


(texto de Max Gehringer, Revista Época - 15/maio/2006)

Atualmente, de cada dez pessoas, sete se dizem “insatisfeitas” com sua situação profissional. Essa insatisfação quase generalizada vem ocasionando um fenômeno chamado “a febre da mudança”. Uma febre que está atingindo, principalmente, pessoas entre 35 e 45 anos com um histórico de estabilidade profissional.


A insatisfação profissional vai se acumulando, até que um dia a mudança radical começa a parecer a única solução.

De repente, esse povo descobre (muitas vezes, com razão) que tem potencial para ir mais longe do que foi até agora. E essa impressão é reforçada cada vez que um colega mais jovem consegue uma promoção. A insatisfação vai se acumulando, até que, um dia, a mudança radical começa a parecer a única solução. O bom senso diz que, quando alguém toma uma decisão assim, o esforço para conseguir se destacar no novo território deverá ser enorme. Porque a pessoa terá de competir com gente já acostumada a esse novo mundo. Gente que acumulou experiência e já aprendeu o caminho das pedras.


Para começar a competir em pé de igualdade, o recém-chegado deverá ter uma dose muito alta de autoconfiança e entusiasmo. Precisará, rapidamente, mostrar resultados práticos. E terá de construir uma rede interna de relacionamentos. Tudo isso é possível? Claro que sim. Mas o bom senso também indica que, se todo esse esforço de superação pessoal fosse empregado na função atual, as chances de sucesso seriam maiores, e mais imediatas. Portanto, mudar para ficar ainda é uma opção mais sensata que mudar para sair.

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