A felicidade é a melhor motivação
Postado em 1 de maio de 2008 por Prof. Rita Alonso
O sucesso das Organizações será proporcional ao sentimento de realização de seus colaboradores.
A felicidade é, com certeza, o grande desejo e, porque não dizer, desafio de todos os seres humanos. O sentimento de ser feliz, mais do que um estado de espírito, poderia ser classificado como uma necessidade básica de sobrevivência, assim como respirar, alimentar-se, beber, dormir… Um desejo de 10 entre 10 homens e mulheres, embora cada um possua seu próprio parâmetro para mensurar o grau de felicidade, o que envolve uma soma de valores quantitativos e qualitativos, como a espiritualidade, o afeto, a ambição, o poder.
E aí já encontramos um primeiro problema. O egoísmo e individualismo exacerbados vigente nos dias de hoje, muitas vezes impulsionados pelo materialismo e consumismo, que ganham força por meio das mensagens comerciais difundidas pela mídia, distorcendo nas mentes ainda precoces o real conceito de felicidade e realização. Nenhum homem nasceu para ser uma ilha. Ninguém consegue ser feliz sozinho, sem a felicidade das pessoas que estão à sua volta. E é por isso que coloco a felicidade como um dos valores mais sublimes da existência humana.
O ambiente corporativo contemporâneo exige que os colaboradores das empresas, independentemente de porte ou nacionalidade, agreguem valor a seu trabalho. Esse valor surge quando o trabalho é realizado com amor. A isso chamamos de “talento”. Uma simples palavra que faz a diferença entre um trabalho especial e uma tarefa qualquer, feita mecanicamente, quase que instintivamente. Por isso, o trabalho deve ter vida, ser criativo, inovador. De forma a transcender ao valor de riqueza meramente financeira e material, transformando-se em catalisador de energias positivas que mobilizem e aglutinem os interesses tanto das pessoas como das organizações. Cada um de nós possui um talento especial para dividir com o mundo. Quando conseguimos ser felizes, no sentido amplo da palavra, podemos alcançar qualquer objetivo, no trabalho ou na vida pessoal.
E aqui surge um outro problema. O que as empresas têm feito para proporcionar a felicidade de seus colaboradores? Temos de reconhecer que houve, nos últimos anos, avanços nas relações capital-trabalho, com aumento nos benefícios e investimentos no desenvolvimento dos colaboradores. Esses benefícios, porém, ainda são financeiros, enquanto os programas de desenvolvimento se concentram nas habilidades técnicas. Pergunto: E a qualidade de vida? E as habilidades conceituais e interpessoais que influenciam sobremaneira no desenvolvimento integral do ser humano? Treinamento é coisa para cachorros, macacos ou elefantes de circo. Seres humanos não deveriam ser treinados, mas sim estimulados a dar o melhor de si, incluindo amor, em tudo que fazem.
As empresas divulgam sua visão, missão e valores a todos os seus colaboradores e parceiros, com o objetivo de obterem o devido comprometimento.
Aqui vejo um terceiro tópico para reflexão. Esses mesmos colaboradores comprometidos e que “vestem a camisa”, como se diz no jargão corporativo, não possuem, entretanto, a verdadeira consciência de sua própria missão e valores. Hoje, a maioria dos trabalhadores investe todas as energias na carreira, passando grande parte do dia no trabalho. Como conseqüência, tendem a perder o gosto pela vida em família e pelo divertimento.
Se as empresas procurassem incentivar a que todos os seus colaboradores também elaborassem, de maneira clara e objetiva, sua missão e valores pessoais – dentro de um clima de total transparência, sinergia e sintonia de valores nessa relação de mútua parceria -, será que tal ação não resultaria num aumento expressivo nos seus resultados e na produtividade da organização, refletindo-se também no sentimento de felicidade dos colaboradores?
O novo desafio que marcará o século XXI é descobrir uma fórmula eficaz de se desenvolver e disseminar um novo conceito de organização, capaz de elevar e, ainda, valorizar a qualidade de vida e do trabalho dos seus colaboradores, literalmente alavancando a força silenciosa do desejo de felicidade e bem-estar – muitas vezes latente.
“Não é o trabalho que faz uma pessoa melhor. É uma pessoa melhor que faz do trabalho a expressão de sua integridade”
Boletim nº 2 - Junho/2005
Armelino Girardi
A felicidade é, com certeza, o grande desejo e, porque não dizer, desafio de todos os seres humanos. O sentimento de ser feliz, mais do que um estado de espírito, poderia ser classificado como uma necessidade básica de sobrevivência, assim como respirar, alimentar-se, beber, dormir… Um desejo de 10 entre 10 homens e mulheres, embora cada um possua seu próprio parâmetro para mensurar o grau de felicidade, o que envolve uma soma de valores quantitativos e qualitativos, como a espiritualidade, o afeto, a ambição, o poder.
E aí já encontramos um primeiro problema. O egoísmo e individualismo exacerbados vigente nos dias de hoje, muitas vezes impulsionados pelo materialismo e consumismo, que ganham força por meio das mensagens comerciais difundidas pela mídia, distorcendo nas mentes ainda precoces o real conceito de felicidade e realização. Nenhum homem nasceu para ser uma ilha. Ninguém consegue ser feliz sozinho, sem a felicidade das pessoas que estão à sua volta. E é por isso que coloco a felicidade como um dos valores mais sublimes da existência humana.
O ambiente corporativo contemporâneo exige que os colaboradores das empresas, independentemente de porte ou nacionalidade, agreguem valor a seu trabalho. Esse valor surge quando o trabalho é realizado com amor. A isso chamamos de “talento”. Uma simples palavra que faz a diferença entre um trabalho especial e uma tarefa qualquer, feita mecanicamente, quase que instintivamente. Por isso, o trabalho deve ter vida, ser criativo, inovador. De forma a transcender ao valor de riqueza meramente financeira e material, transformando-se em catalisador de energias positivas que mobilizem e aglutinem os interesses tanto das pessoas como das organizações. Cada um de nós possui um talento especial para dividir com o mundo. Quando conseguimos ser felizes, no sentido amplo da palavra, podemos alcançar qualquer objetivo, no trabalho ou na vida pessoal.
As empresas divulgam sua visão, missão e valores a todos os seus colaboradores e parceiros, com o objetivo de obterem o devido comprometimento.
Aqui vejo um terceiro tópico para reflexão. Esses mesmos colaboradores comprometidos e que “vestem a camisa”, como se diz no jargão corporativo, não possuem, entretanto, a verdadeira consciência de sua própria missão e valores. Hoje, a maioria dos trabalhadores investe todas as energias na carreira, passando grande parte do dia no trabalho. Como conseqüência, tendem a perder o gosto pela vida em família e pelo divertimento.
Se as empresas procurassem incentivar a que todos os seus colaboradores também elaborassem, de maneira clara e objetiva, sua missão e valores pessoais – dentro de um clima de total transparência, sinergia e sintonia de valores nessa relação de mútua parceria -, será que tal ação não resultaria num aumento expressivo nos seus resultados e na produtividade da organização, refletindo-se também no sentimento de felicidade dos colaboradores?
O novo desafio que marcará o século XXI é descobrir uma fórmula eficaz de se desenvolver e disseminar um novo conceito de organização, capaz de elevar e, ainda, valorizar a qualidade de vida e do trabalho dos seus colaboradores, literalmente alavancando a força silenciosa do desejo de felicidade e bem-estar – muitas vezes latente.
“Não é o trabalho que faz uma pessoa melhor. É uma pessoa melhor que faz do trabalho a expressão de sua integridade”
Boletim nº 2 - Junho/2005
Armelino Girardi
Categoria: Motivação
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