A Paz vem de casa

Com um clique numa tecla, tudo se resolve. Assim é o nosso tempo tecnológico. Já dentro da gente a coisa não acontece assim tão instantaneamente. Em um planeta de contradições, construir a paz exige determinação, compreensão das realidades e sensibilidade para perceber o que ocorre em cada um de nós e no mundo a nossa volta.

O Prêmio Nobel da Paz de 2006 foi para o bengalês Muhammad Yunus. Ele criou o microcrédito – um sistema que possibilita que pessoas pobres tenham acesso a uma pequena quantia em dinheiro para iniciar seu pequeno negócio e dar um passo rumo à autonomia.

Yunus acreditou no comprometimento das pessoas, deu crédito e ajudou a criar comunidades pacíficas. Esse professor de economia e banqueiro é um humanista. Sua indicação para o Nobel da paz e não para o de economia faz sentido. Onde há equilíbrio, há paz…


Mas, afinal, o que é paz?


A gente fala, fala, fala dela, mas será possível definir a paz? Para alguns, é a ausência de guerra, de conflitos, ou coisas prosaicas, como não ter um vizinho que ouça música alto às 7 da manhã. Mas há uma definição universal na Carta da Terra, um documento aprovado em 2000 na Unesco, em Paris.

Diz que a paz é “a plenitude que resulta de relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, com outras culturas, com outras vidas, com a Terra e com o Todo maior do qual somos parte”.

Ou seja, com valores definidos, os comportamentos ficam mais bem orientados e as relações tendem ao diálogo e ao respeito. Que tal praticar a paz no seu dia a dia?

(Por Kátia Stringueto – Revista Bons Fluídos – Dezembro de 2006)

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