Caminho Do Artista

“A mais requintada forma de arte são os negócios. É uma forma criativa, é poder ser cada vez mais. Nos negócios as ferramentas com que trabalhamos são dinâmicas: capital, pessoas, marketing e idéias. Todas com vida própria. Logo, trabalhar com estas variáveis e reorganizá-las de maneiras novas e diferentes torna-se um processo muito criativo!”
(Wayne Van Dyck)

Às vezes lidamos com situações e problemas onde as soluções não são possíveis. O desânimo vem à tona e chegamos à conclusão de que não vale a pena investir neste ou naquele projeto.
Nessas horas, não conseguimos enxergar a saída frente à adversidade.
Vivenciamos o medo de correr riscos. Substituímos a ação pela intenção. A autoconfiança vai a zero.
Quando tal fato acontece, no lugar de cultuar o pessimismo, é chegada a hora de apelar ao nosso “artista”.
O artista é o arquétipo que nos faz entrar em contato com nossa missão pessoal. Permite-nos descobrir os projetos que nos entusiasmam levando-nos a entregar o melhor que temos e desfrutar tanto o processo quanto o resultado do que fazemos. O artista nos coloca em contato com as facetas da nossa criatividade.
Quando o astral cair, é bom lembrar que há um artista habitando nosso interior, prestes a se manifestar e disposto a despertar o sentimento de mais valia. Precisamos acreditar que somos capazes de construir, realizar, deixar nossa marca.
É certo que existem muitos bloqueios à criatividade, retardando a ação do artista e tornando a arte dos negócios uma teia complicada com aparência de caos. Porém somos responsáveis pela remoção dos obstáculos que encontramos em nosso caminho.
Vejamos a estratégia do artista:

ARTISTA
• Está atento e procura enxergar as sombras, os matizes, os detalhes e contrastes.
• Estabelece contato intenso com seu mundo interno, seu próprio banco de dados, suas experiências, intuições, recordações, idéias e sentimentos que, quando em contato com o mundo externo, estabelece um diálogo criativo entre sujeito-realidade.
• Acredita nas intuições e na conversão dos sonhos em realidade.
• Adota atitude experimental: está disposto a correr riscos.
• Mantém permanente compromisso de busca e tem a capacidade para mover-se de um terreno seguro para o desconhecido.
• Cultua a arte do desprendimento (como Picasso que, uma vez dominado um estilo, permitia-se experimentar e explorar novas possibilidades expressivas, ao invés de acomodar-se com o sucesso conquistado)
• Capacidade de imaginar, pensar o impensado, dar vida ao inexistente, transformar idéias em realidade.
• Compromisso com a realização.
• Sentimento de realização

COMPETÊNCIAS DE LIDERANÇA
• Visão sistêmica e sensibilidade para lidar com os diferentes aspectos do papel de liderança.
• Auto-conhecimento: reconhecimento das competências que possui e daquelas que necessita desenvolver.
• Uso da intuição como elemento para tomada de decisões
• Disciplina, tenacidade e compromisso com resultados
• Desapego ao que deu certo no passado e curiosidade com novas idéias.
• Facilidade para conceber, apresentar e viabilizar soluções inovadoras.
• Persistência ao colocar as idéias em ação
• Disponibilidade para ouvir e agregar valor ao trabalho, estimulando idéias dos outros.
• Estabilidade emocional e bom humor.
• Pensamento divergente e convergente (habilidade para focar e desfocar idéias)
• Uso da imaginação para resolver problemas
• Adoção de estratégias diferenciadas para situações específicas

CONSTRUINDO O CAMINHO DO ARTISTA
Criar, inovar, construir, deixar marcas e legados aos colaboradores e sucessores exige ação, disciplina, dedicação, coragem, ousadia e perseverança.
A cada fracasso, o artista se prepara mais e mais, sempre visualizando seu retorno ao palco em busca do sucesso.
A criatividade disponibiliza algumas estratégias simples que encurtam o caminho.
Eis algumas delas:
1. USO DA PAUSA CRIATIVA (estratégia criada por Edward De Bono, um dos maiores especialistas em pensamento criativo da atualidade): consiste em adotar o hábito de fazer uma pausa de tempos em tempos, interromper o fluxo dos pensamentos e se perguntar: “Existe outra alternativa? Posso fazer isto de outra maneira? O que posso fazer com isto? A pausa acontece quando a pessoa está conversando com outra, lendo alguma coisa ou vendo TV. A pausa criativa contribui para as mudanças de direção do pensamento. É a maneira mais simples de dar o primeiro passo.
2. COISAS MINIMAMENTE INCOMUNS (Theresa Amabile): “o que fazemos é criativo se for novo, diferente e útil. Portanto, se durante um passeio de carro, uma caminhada ou uma reunião de negócios você fizer qualquer coisa minimamente incomum que seja “apropriada, útil, correta e valiosa”, estará sendo criativo”.
3. FAZER O QUE GOSTA: quando estamos apaixonados, superamos o medo e passamos por cima dos julgamentos internos negativos. É um pouco piegas afirmar que podemos nos apaixonar todos os dias pelo nosso trabalho. Mas, um fato é verdadeiro: aqueles que amam seu trabalho têm o olhar brilhante, transbordam energia e se destacam mais do que os outros. Você gosta do que faz? Se não, é possível reverter a situação e direcionar sua ação fora da empresa para as coisas que gosta de fazer?
4. DESCOBRIR UM DOM: uma das grandes fontes de energia do ser humano é descobrir-se hábil em alguma atividade. Que tal experimentar pintar uma tela, esculpir um pedaço de madeira transformando-o em algo que tenha significado para você, cantar uma música quando estiver com amigos, aprender a tocar um instrumento e divertir-se com seu som, escrever um texto sobre seus pensamentos cotidianos e mostrá-lo a alguém em quem confia?

Na maioria das vezes, quando nosso artista interior se esconde, o simples fato de descobrir o prazer de viver poderá acordá-lo.
Trabalhe em algo – qualquer coisa, com a confiança simples (até tola) de que o trabalho que esta à sua frente é parte de sua resposta.

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(Maria Rita Gramigna)Arquétipos: modelos, padrões primordiais que habitam a consciência humana individual e coletivamente, para personalizar certas premissas, crenças e padrões de comportamentos.
Segundo Jung: são estruturas básicas do inconsciente coletivo, potencialidades diversas de expressão e realização pessoal, que configuram uma herança psicológica geral da qual são depositários todos os seres humanos.

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