Como contar histórias

Esse é um dos mais preciosos recursos da boa comunicação: saber contar histórias interessantes e - atenção! - bem curtinhas. Quase todas as pessoas gostam de ouvir uma história interessante e curtinha de vez em quando. Sentiu? “Bem curtinha e de vez em quando”.

Nada de se transformar num contador de histórias compulsivo. Ninguém agüenta um conversador noveleiro. Se você insistir com uma história muito longa, não vai demorar muito para que os ouvintes comecem a se desmotivar e a torcer para que termine logo com essa espécie de tortura. Por melhor que seja a narrativa que estiver contando, se for longa, resista, não conte.

O melhor laboratório para testar suas histórias e tiradas espirituosas é em casa e com os amigos. Fique atento: se nem com eles funcionar, tenha certeza de que com as outras pessoas será ainda pior.

Cuidado também para não sair por aí contando histórias que as pessoas estão cansadas de ouvir, pois quando se tornam muito conhecidas começam a perder o encanto. As melhores são as que você encontra em suas leituras de livros, jornais, revistas, ou ouve nos filmes, peças de teatro e conversas sociais. Essas são suas, diferentes, e por isso despertarão interesse e criarão maior expectativa dos ouvintes.

Se, entretanto, resolver contar uma história surrada pelo uso, ponha a criatividade para funcionar e revista-a com uma roupagem nova, atraente, de tal maneira que pareça aos ouvintes uma peça inédita, como se estivesse ouvindo aquela narrativa pela primeira vez.

Por Reinaldo Polito www.primeiroprograma.com.br

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