Emotologia e Motivação


Há muitas teorias de motivação. Nós analisamos 29 delas com o maior rigor científico para escrever este artigo. Em ciência, quando há a repetição de um fenômeno com os mesmos resultados, estamos diante de uma lei. E quando podemos provocar o fenômeno com os mesmos resultados, estamos diante de um fato científico. É com esse espírito que tratamos do tema a seguir.

Os estudos sobre motivação partem da evidência que há certas condições que impelem o ser humano à ação. Podemos usar o termo em inglês drive (Pronuncia-se /draiv/), que o psicólogo norte-americano Robert Woodworth (1832-1920) sugeriu para a energia que põe as coisas em ação. A palavra motivar vem do latim motus, “movimento”, por sua vez, derivada do verbo movere (Pronuncia-se /movére/), “mover”. O motivo é mais abrangente e mais de acordo com a natureza humana que drive. A motivação tem a ver com motivo, aquilo que impulsiona a pessoa de dentro para fora. São os motivos que levam a pessoa a agir.

Até hoje ainda se discute se é possível motivar alguém, uma vez que o motivo vem lá de dentro da pessoa e não lhe poderia ser colocado de fora. Queremos demonstrar que sim, é possível motivar pessoas, ou melhor, como criar motivos.

A motivação ocorre, então, com impulsos internos, que são engramas, isto é, traços impressos na mente por estímulos muito fortes. Esses traços impressos para nós são quadros mentais emotizados, isto é, carregados de elementos das emoções. Assim, o que se chama de motivo ou móbil é a ação decorrente desses engramas, que geram energia. Conseqüentemente, se criamos engramas deliberadamente, podemos, sim, criar motivação.

Concordamos que a motivação tem que partir de dentro, dos motivos da pessoa, mas o que está dentro pode ser formado de fora. O princípio básico da Emotologia diz que a atitude da pessoa perante a vida depende do estado do Sistema de Autopreservação e Preservação da Espécie (SAPE) no cérebro dessa pessoa e esse estado é formado por situações fortemente marcadas. E nós podemos deliberadamente criar tais situações.

Depois de compatibilizados os objetivos pessoais com os objetivos organizacionais, tanto uns quanto outros devem transformar-se em engramas de modo que sejam os impulsos internos a levar a pessoa a agir em direção aos objetivos e a transformá-los em resultados.

A esta altura, surge a pergunta: mas como criar esses engramas. As pessoas têm quatro fortes âmbitos de apelos emocionais, cada pessoa com sua própria ordem de prioridades: amor, saúde, desejo de consideração, dinheiro. Não só o que a pessoa quer realizar para si mesma, como o que ela precisa contribuir para a organização a que pertença, deve associar-se a um apelo emocional de modo que gere a energia da ação, com fatores intrínsecos que geram energia. Isto é, a motivação. Há todo um procedimento na Emotologia para criar essas situações, conforme nossa vontade. É o racional moldando o emocional.

Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro
Mentor da Emotologia

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