Estratégia Inteligente: Comunicação x Conhecimento

Muitos sites não são voltados para consumidores. Sites que possuem um grande volume de informação devem satisfazer a usuários impacientes que querem ir direto ao assunto. Estes sites não podem se dar ao luxo de colocar muitos adornos em torno da informação. Entretanto, eles podem ser agradáveis sem utilizar muitos gráficos.
Os projetistas destas páginas devem trabalhar com modelos que são preenchidos no momento de cada pesquisa. O resultado deve ser atraente e funcional, sem confundir o usuário.
Os servidores estão fornecendo cada vez mais recursos de personalização. Para sites de informação, isto significa a possibilidade de mostrar ao usuário somente o que lhe interessa. A criação de menus personalizados é um recurso apreciado por todos os usuários.
Uma preocupação cada vez maior nesse ponto é levar ao cliente a informação de uma forma rápida, confiável e do jeito que ele deseja visualizar. A concepção do portal leva em conta essas considerações. De acordo com o trecho extraído da revista E-comerce, o cliente deve ser priorizado. O Portal deve satisfazer as expectativas do seu cliente.
A rede está se desenvolvendo de uma forma muito rápida, principalmente porque o consumidor não é mais tão paciente quanto era. Para o executivo não adianta atender às expectativas dos clientes: é preciso superá-las. Isso é possível se forem colocados à disposição dos consumidores novos serviços, que sejam flexíveis, personalizados, automatizados e centralizados nos clientes.
Com a Era da Informação surgiu a Internet, com o conceito de teia mundial de informações. Esse novo ambiente ou meio de comunicação muda os paradigmas tradicionais na difusão da informação.
A Internet abrange uma fatia muito pequena da população mundial, mas acontece um fenômeno interessante: os meios de comunicação de massa constituem apenas uma pequena parte de uma indústria da informação, que é cada vez mais dependente das ferramentas de distribuição da Internet para entregar seus produtos.
Assistir à televisão, falar ao telefone, movimentar a conta no terminal bancário e, pela Internet, verificar multas de trânsito, comprar discos, trocar mensagens com o outro lado do planeta, pesquisar e estudar são hoje atividades cotidianas, no mundo inteiro e no Brasil. Rapidamente nos adaptamos a essas novidades e passamos – em geral – sem uma nova era em que a informação flui a velocidades e em quantidades há apenas poucos anos inimagináveis, assumindo valores sociais e econômicos fundamentais (TAKASASHI, 2002).
Os sistemas de Gestão de Conteúdo facilitam a comunicação. A partir do momento em que se têm ferramentas facilitadoras uma nova perspectiva se abre para a propagação da informação. Mas para isso é necessário entender um pouco acerca dos processos que regem a comunicação. O primeiro passo da comunicação é a percepção, um fenômeno de informação sobre o meio ambiente. As pessoas não compreendem a realidade exatamente da mesma maneira, pois a dinâmica mental interna das pessoas consta de repertórios diferentes de experiências, conhecimentos, crenças, valores e atitudes.
O processo da comunicação também acontece na web? Sim, todo esse processo também acontece em um ambiente web. Pessoas de várias culturas e crenças estão presentes na web, raças que tentam entender os significados que circulam na rede, através de informações que são visualizadas nos sites e portais.
O que foi percebido entra em um processo de confrontação com os repertórios que contornam a dinâmica interna entre as pessoas. Esse processo de triagem e digestão interna da informação recebida pela percepção chama-se interpretação, e sua resultante é o significado pessoal que pessoas atribuem ao que é percebido (objetos, pessoas, situação, eventos etc.).
A maneira de dispor a informação é realmente um fator que pode levar o site ao fracasso ou ao êxito. Por isso, é importante definir bem os objetivos do site e o seu público-alvo. Sabendo-se qual público se pretende atingir, têm-se fatores que podem ser ou não explorados.
Ao se planejar um website, é necessário levar em consideração três categorias de material informativo: dado, informação e conhecimento.
Dados representam conjuntos de fatos discretos e objetivos sobre eventos, podendo ser entendidos numa organização como registros estruturados de transações (DAVENPORT; PRUSAK, 1998).
Informação é o dado que faz a diferença, ou, segundo Drucker (apud DAVENPORT; PRUSAK, 1998), “dados com atributos de relevância e propósito”. A informação é entendida como mensagem, normalmente sob a forma de documentos ou mensagens visuais e/ou audíveis. A informação é contextual.
O conhecimento está associado à capacidade de agir do indivíduo; é intuitivo e ligado a experiências e valores de usuário (SVEIBY, 1997). Relaciona-se com padrões de reconhecimento, analogias e regras implícitas. A construção do conhecimento requer informação.
O uso do ambiente físico (metáfora) também facilita ao usuário da web a identificação de características e o próprio ambiente, o que auxilia a navegação do usuário dentro de um site, possibilitando a sua tomada de decisão (NIELSEN, 2000).
O comportamento e as ações de usuários no mundo real devem ser motivos de estudo para a elaboração de uma interface. A compreensão do ambiente físico do usuário é importante no processo de criação de interfaces web.
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