Quem era você em outras vidas?

Quem era você em outras vidas?
Além das etapas cronológicas em nossas vidas (infância, adolescência, juventude, idade adulta, idade madura, meia-idade, maturidade, idade sênior), há também as etapas de crescimento pessoal e profissional em que apresentamos determinadas características que, em conjunto podem ser, consideradas “pessoas” diferentes. Às vezes, as duas coincidem, a etapa cronológica e o conjunto de características. A cada momento, estamos mudando e, em certos casos, provocando a mudança para melhor; aliás esse deve ser o maior objetivo de cada um. Os conjuntos de características podemos chamar de etapas psicológicas e depende cada qual do estado do sistema de Autopreservação e Preservação da Espécie (SAPE) no cérebro da pessoa. E o que é esse estado?

O estado do SAPE é basicamente formado pelos acontecimentos que tiveram maior emotização, quer dizer, que mais mexeram com nossas emoções provocando registros moleculares. Esses eventos de forte significado emocional vão constituir uma programação, de tal modo que podemos viver tantas vidas quantas são as programações a que somos submetidos por outras pessoas ou por nós mesmos. Assim, podemos indagar “quem era você em outras vidas, isto é, em outras programações?”

Ninguém apaga uma programação, pois ela é resultado de registros moleculares, decorrentes de uma química que atua nas moléculas fazendo “marcas”; por isso mesmo dizemos que tal fato marcou. Mas será que não podemos nos livrar de programações indesejáveis? Podemos sim, aplicando a Lei do Efeito Dominante, que diz: “o fato que vai ficar na frente da programação é o que tiver maior emotização”; assim, não precisamos analisar o porquê de nossa programação negativa que gera determinado comportamento. Temos sim de vivenciar ou criar situações com emotização superior àquelas que queremos, digamos assim, “substituir”. Dissemos “vivenciar” ou “criar” porque o cérebro, melhor dizendo, o SAPE, não distingue uma situação, que seja produto de um quadro mental vividamente imaginado com emotização, de uma situação real. Por esse último motivo é que existe a falsa memória, lembranças de fatos, situações, acontecimentos que não se passaram realmente como depois lembramos deles.

Pelo que foi dito acima, verificamos que podemos viver várias vidas em nossa vida. Um dos capítulos da Emotologia cuida deste tópico com certa profundidade.

Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro
Mentor da Emotologia

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