Por que se repete essa história?

A história é velha, mas merece ser recontada.

No auge da expansão árabe, lá pelos anos setecentos depois de Cristo, o general Ibn-El-Abbas iniciou a conquista do Egito para o Islã. Avançou feito faca na manteiga pelo continente africano, queimando e arrasando o que via pela frente.

Deteve-se, porém, às portas de Alexandria. Era a capital do mundo. Diante da fabulosa biblioteca, considerada a maior da época, contendo até originais de Homero, o general hesitou. Mando um correio a Bagdá consulta o Califa sobre o que fazer.

A resposta veio logo: “se todos esse escritos concordam com o Alcorão, devem ser queimados porque são supérfluos. Se discordam, também devem ser queimados por serem perniciosos…”

Conta a crônica que durante meses os fornos das mil termas de Alexandria foram alimentados pelo acervo da biblioteca.

Por que se repete essa história? Porque o Líder (gerente, chefe, etc), quando deverá consagrar o princípio já posto em prática há algum tempo, de que a empresa divide-se entre antes e depois de sua chegada ao poder. Tudo o que havia antes em matéria de prática gerencial é supérfluo. E tudo o que virá depois será pernicioso, caso desenvolvido fora das concepções e diretrizes do “novo” líder.

 

 

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