Aquisição Da Competência

 

Essas concepções contemporâneas de competência induzem uma série de questionamentos a respeito do valor dos títulos e especializações reconhecidas socialmente e pela comunidade empresarial. E servem de base para reavaliarmos a ênfase do tecnicismo de RH em detrimento da aplicação do conhecimento para resultados. Porque tem-se observado que as experiências não acadêmicas, assim como as ocorridas fora do ambiente do trabalho, podem também contribuir com parcela significativa na aquisição da competência. Evidente que não se está negando o papel da educação formal e acadêmica. Está-se ressaltando indicadores que sinalizam tendências de mudança em certos paradigmas da administração de RH e que perduram desde a revolução industrial, vigorando portanto há mais de um século. Quem sabe a emergência de um “novo iluminismo”? E o que é mais importante: como a aquisição da competência somente se completará através da experiência prática, a carreira profissional será desenhada pelo próprio indivíduo.

A proposta de Árvore de Competências em RH, na qual cada um terá a oportunidade de desenhar a sua própria árvore, composta de conhecimentos, habilidades e capacidades, fundamenta-se na obra de Pierre Lévy (1995). Portanto, a configuração da árvore será a resultante da conjugação das competências e habilidades, que mais atendam às expectativas e aos talentos individuais, com as particularidades da ambiência organizacional.

 

 

 

 

 

 

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