Avaliar e gerir suas relações de cooperação e parceria
Se você está envolvido numa relação de parceria com outras organizações, vale a pena estabelecer junto com elas mecanismos, algumas regras e procedimentos regulares de avaliação e acompanhamento da qualidade da relação, não tanto do trabalho que ambos fizeram. Agendar reuniões específicas a cada 2, 3 ou 6 meses, antecedidas de avaliações no âmbito de cada uma das organizações, pode ser um bom modo. Pode parecer desnecessário ou um esforço que vai tomar tempo precioso do trabalho. Mas vale a pena. Dedique um tempo a pensar na qualidade das relações que sua organização estabelece.
Uma sugestão é fazer periodicamente um exercício no qual sua organização avalia seu próprio comportamento e o do parceiro na relação, identificando ou antecipando problemas e permitindo que se tomem medidas para esclarecer, solucionar ou tomar decisões quanto a eles.
1. Reúna na sua organização aquelas pessoas que mantêm relação com a organização parceira, ou que são importantes para a tomada de decisões, e avalie sua organização nos seguintes aspectos, atribuindo-lhes um valor no quadro abaixo (–, - , +, ++):
· Objetivos: Fixamos com a nossa parceira objetivos periodicamente e em conjunto?
· Contrato: Conseguimos chegar a acordos claros e inequívocos, escritos ou verbais, sobre nossos direitos e obrigações?
· Fidelidade ao contrato: Nos mantemos nos acordos estabelecidos ou comunicamos oportunamente as mudanças produzidas?
· Vantagens: Extraímos vantagens da relação de cooperação (políticas, materiais, financeiras)?
· Confiança: Informamos ativamente sobre nossas intenções?
· Comunicação: Oferecemos interlocutores, reagimos com a maior rapidez possível e colocamos à disposição os meios de comunicação e os interlocutores apropriados?
· Conflitos: Abordamos diretamente e imediatamente os conflitos e oferecemos soluções possíveis?
2. Responda às mesmas questões no que se refere a como você avalia a sua organização parceira (Ex: “Nossa parceira fixa conosco objetivos periodicamente e em conjunto?”, “Ela consegue chegar a acordos claros sobre direitos e obrigação?”). Atribua os valores a cada aspecto no quadro.
3. Identifique e analise os pontos que são mais importantes para sua organização, mas perceba também os aspectos nos quais a “distância” entre sua organização e a parceira é maior. Aí, certamente, há uma forte possibilidade de que venham a explodir conflitos.
4. Coloque-se no lugar da organização parceira e procure entender sob este ponto de vista ela como avalia ou explica os problemas que você identifica como mais importantes ou os aspectos mais “explosivos”. Reconheça com naturalidade a existência de interesses diferentes e avalie se continuam tornando válida e proveitosa a relação ou não.
5. Procure eleger um ou dois aspectos prioritários a serem enfrentados, levando em consideração que nem sempre é possível resolver tudo de uma vez e que alguns problemas podem ser a causa de outros.
6. Não localize apenas os problemas. Imagine soluções possíveis, mas não apenas para serem adotadas pelo outro. Procure identificar o que você pode fazer ou mudar para enfrentar o problema.
7. Procure a sua parceira e proponha a ela uma conversa sobre os pontos que você está interessado em discutir juntos. Sugira a ela que faça uma avaliação ou exercício semelhante. Se a relação for suficientemente madura a ponto de todos ouvirem com respeito as opiniões que têm umas sobre as outras, seria bastante positivo confrontar as visões.
8. Prepare adequadamente a discussão. Estabeleça de comum acordo qual problema vai ser objeto de discussão. Esteja atento ao clima da discussão e decida como vai lidar com ele. Defina precisamente qual o objetivo da reunião: iniciar o diagnóstico comum? Chegar já a uma solução? Respeite os tempos necessários para a tomada de decisões. Consensos frágeis costumam durar somente até o dia seguinte.
Categoria: Recursos Humanos
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