Criatividade E Grupos Criativos - Fantasia E Concretude / Criatividade

O homem que não é indulgente com os outros, ainda não se conhece a si próprio. (Marques de Maricá)

O que é a criatividade? O que é necessário para determiná-la? Quais são as formas específicas que está assumindo na nossa sociedade pós-industrial? O que muda quando se passa da criatividade individual para a coletiva? Quais os estilos de liderança mais adequados para se dirigir um grupo criativo?

Depois de analisar a longa experiência criativa da humanidade no primeiro volume de Criatividade e Grupos Criativos, o sociólogo Domenico De Masi se dedica em Fantasia e Concretude a responder a essas perguntas, buscando uma definição e uma explicação dos processos criativos.

A partir das contribuições das neurociências, da psicanálise, da psicologia, da epistemologia e, sobretudo, da sociologia, o autor tenta desvendar a dinâmica secreta do processo criativo para que possamos aplicá-lo com maior eficiência em nossas vidas e, quem sabe, satisfazer nossa eterna aspiração humana pela felicidade.

O mistério da criatividade, ainda que permaneça profundo, encontra-se cercado: químicos, biólogos, neurologistas, psicólogos, psicanalistas e sociólogos examinam minuciosamente a criatividade, patrulhando seus limites e analisando seus processos.

Em Fantasia e Concretude, segundo volume de Criatividade e Grupos Criativos, Domenico De Masi tenta abrir um novo front no cerco à criatividade, analisando principalmente a criação coletiva e retomando a tese do ócio criativo, título de um de seus livros de maior sucesso.

Segundo o sociólogo italiano, na nossa sociedade pós-industrial, a criatividade de grupo vem se sobrepondo à criatividade individual, tanto no campo científico quanto artístico. E o trabalho físico, repetitivo, enfadonho e cansativo está diminuindo, enquanto aumentam as atividades de tipo intelectual e criativo.

Para satisfazer suas necessidades de introspecção, amizade, amor, lazer, beleza e convivência, o homem precisa buscar a preciosa síntese de trabalho, estudo e jogo – o ócio c riativo. Ou seja, o prazer – principalmente o prazer da criatividade – é hoje um dever. E a participação criativa garante um dos prazeres mais intensos, porque é prolongada no tempo e salpicada de pequenas alegrias comuns, ansiedades e esperanças compartilhadas.

Depois de percorrer a história da humanidade em busca de respostas sobre o fascinante processo da criatividade, De Masi conclui que a alma da organização criativa é fantasia e concretude, entusiasmo e visão, identidade e universalidade, reflexão ociosa e vitalidade fecunda, é imaginação, tensão em direção ao futuro, respeito às raízes e responsabilidade com a natureza.

Domenico De Masi

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