Árvore da Carreira

Objetivo

Automotivação, auto-análise, objetividade, visão estratégica, quebra de paradigmas. Vitalizador. Sensibilização e conscientização.

Duração - Variável

N° Mínimo de Participantes - 15

N° Máximo de Participantes - 30

Material para Aplicação

Folhas A4 ou A3; canetas hidrocor, lápis de cera, lápis de cor; impresso próprio; toca CD, música suave e agradável.

Procedimento

1º momento – 15 minutos
- Ler o texto de apoio e solicitar que, individualmente, desenhem uma árvore que represente sua carreira.
- Após terminarem o desenho nenhuma alteração deve ser feita.

2º momento – 10 minutos
- Ler a parte do texto de apoio que enfoca as diferentes partes da árvore.
- Após cada comentário solicitar que escrevam, na própria folha, suas conclusões individuais fazendo analogias do que foi dito e do desenho elaborado.
- Mesmo se as partes enfocadas não estiverem visíveis no desenho, é importante que reflitam e escrevam sua análise.

3º momento – 10 minutos
- Abrir o grupo para pequenos comentários e aprendizagens adquiridas com o exercício, incentivando reflexão posterior.

4º momento – 10 minutos (Treinamento)
- Aprofundar a reflexão considerando a vivência obtida com o exercício x ocorrências na organização.
* Falta de comprometimento
* Desmotivação, desinteresse
* Falta de perspectiva
* Paralisação, dependência da empresa
- Verificar, com o grupo, formas de minimizar as conseqüências levantadas e incentivar atitudes que favoreçam o comprometimento de todos para a melhoria dos aspectos citados.

Texto de Apoio
Nossa carreira profissional precisa de constante acompanhamento. Vale a pena, cotidianamente, tirar alguns minutos para verificar sua trajetória. Para esta análise preste atenção neste texto e, posteriormente, você realizará uma atividade.

Parábola “A Flor e o Sonho”: João Henrique Ribeiro dos Santos

Um grande pesquisador há anos tinha o sonho de comprovar a existência de uma planta muito rara, cuja flor, segundo uma civilização muito antiga e já desaparecida, possuía alguns poderes mágicos.
A flor só desabrochava em condições muito especiais:
* solo com nutrientes específico;
* umidade abundante, porem não demasiada;
* exposição equilibrada aos raios solares equilibrada pois não poderia desabrochar se fosse permanentemente exposta ao sol ou totalmente encoberta pelas sombras.
Essa flor só poderia ser encontrada em latitude e longitude, ou seja, em um local também muito específico. Mesmo conhecendo tudo isso era semelhante a outras espécies. Somente sua flor, de raríssima beleza, poderia distingui-la das demais plantas.
Entretanto a flor aparecia de forma imprevisível. Os antigos acreditavam que o desabrochar daquela flor estava relacionado a condições muito especiais, à conjugação de alguns astros. Nessas condições, a beleza dessa flor era tão grande que seria praticamente impossível não reconhecê-la em meio às demais. Acreditavam que suas pétalas cintilavam como diamantes na escuridão.
Após vários anos de pesquisa, o cientista acreditou que, finalmente, tinha todas as informações necessárias e, portanto, a condição de identificar o local para encontrar a tão cobiçada flor. Angariou fundos para financiar uma expedição, adquiriu equipamentos sofisticados e contratou um especialista em florestas tropicais para lhe servir de guia.
Após vários dias de marcha por uma densa vegetação, identificaram uma trilha, ao que parecia, muito antiga. Seguiram-na então e depararam com diversas ameaças e perigos.
As dificuldades eram muitas e os obstáculos que se interpunham entre eles e seu objetivo tornavam-se cada vez mais desafiadores. Mas a cada obstáculo “intransponível”, sua superação proporcionava a renovação das forças e dos ânimos. Isso os fazia prosseguir na jornada.
Até que depararam com um abismo. Depois de tanto caminhar, acreditando que estavam muito perto, aparecia aquele abismo. Não podiam aceitar o fracasso, por isso, permaneceram um longo tempo pensando em alternativas para superar aquele derradeiro obstáculo. Por fim, deram-se por vencidos, e abatidos, puseram-se a fazer o caminho de volta.
Nesse retorno foram surpreendidos por um nativo, que depois souberam, há muito os vinha seguindo. Pararam então e puseram-se a conversar. Fizeram juntos uma refeição e o professor quis saber sobre a lenda da flor mágica. De início o nativo quis despistar, dizendo que era uma estória muito antiga e que os homens civilizados jamais acreditaram nela. Mas o cientista insistiu, dizendo acreditaria em suas palavras pois, era um sonho muito antigo, de sua juventude, encontrar aquela flor rara. O nativo, então, decidiu colaborar. Disse então que conhecia um outro caminho para o outro lado do abismo e que os levaria até lá, com a condição que não levassem, que não arrancassem nenhuma muda da planta.
Puseram-se a caminhar. Passaram por um vale cortado por um riacho de águas cristalinas, onde puderam matar a sede e se refrescar, depois percorreram um terreno alagadiço onde afundaram, o que os fez temer por não ter um solo firme sob seus pés. Até que chegaram a um penhasco muito alto, que tiveram que escalar. Chegando ao topo, depararam-se com uma vegetação densa e com muitos espinhos. Ao entrarem na mata puderam avistar alguns arbustos que se destacavam dos outros pela exuberância de suas folhas e riqueza de suas cores.
O nativo apontou-os dizendo estar ali o objetivo de nossa expedição. Os três homens acamparam então e começaram a se preparar porque, naquela noite, sob a luz da lua cheia, uma única flor de um único arbusto iria se abrir.
Por volta da meia-noite, puderam ver a flor mais linda que jamais haviam visto e ficaram maravilhados com o brilho de suas pétalas ao refletirem a luz do luar.
Quando o guia pegou os equipamento para registrar aquele espetáculo e revelá-lo ao mundo o cientista fez sinal para que não o fizesse. Sem entender o porquê, o guia permanecia calado. Durante anos o cientista acalentou o sonho de mostrar ao mundo aquela planta e provar seu valor ao meio acadêmico e agora, diante de seu triunfo, permanecia ali, calado e imóvel ?
O cientista, percebendo a inquietação do companheiro o cientista disse:
- Sinto agora um grande vazio. Meu sonho, agora que está concretizado; já não me move mais, já não é importante. Ao mesmo tempo em que estou feliz por tê-lo realizado, sinto-me como alguém que perdeu um companheiro de jornada. Antes não o tivesse realizado, assim ele ainda estaria comigo. O que eu preciso agora é de um novo sonho, novos desafios, algo que dê novo sentido à minha existência.

Agora, com os materiais disponíveis, desenhe uma árvore, aquela que melhor puder retratar sua vida profissional. Você tem 10 minutos para fazê-lo.

Passo a passo, escreva ao lado de cada parte da árvore suas reflexões sobre os seguintes itens:
* RAÍZES: Refletem suas atitudes em relação à vida (como lido com a vida?)
* SOLO:Refletem suas atitudes em relação ao ambiente (como lido com o ambiente geral que me cerca?)
* TRONCO: Demonstram suas atitudes em relação à carreira (o que tenho feito pelo desenvolvimento de minha vida profissional?)
* RAMOS / COPA: Demonstram seus conhecimentos, capacidades desenvolvidas, habilidades, competências adquiridas para o desenvolvimento da carreira.

Variações

Uso em Seleção
Número de Participantes: Até 15
Tempo Estimado: 35 minutos

Uso em Treinamento
Número de Participantes: Até 30
Tempo Estimado: 60 minutos

Observações

  1. Este exercício pode ter diversos enfoques de análise. Ao invés da carreira profissional a reflexão pode ser: equipe de trabalho, empresa, negócio, mercado, parceiros, fornecedores, etc.
    2. Pode-se utilizar transparências ou “slides” para ilustrar a parábola e os itens de carreira a avaliar.

Fonte - Jogos em T&D - Dra. Izabel Failde

Enviada por AncoraRh Informática

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1 comentario para “Árvore da Carreira”

  1. Sou ao autor no fábula incluída nesta dinâmica. Apesar de estar satisfito em saber que alguma coisa prodizida por mim esteja contribuindo para o desenvolvimento de outras pessoas, fico chateado em ver que meu conto foi mutilado, desde seu título, que foi trocado, até alguns parágrafos, que ficaram irreconhecíveis tal a mutilação introduzida no texto.

    Não fui consultado sobre sua publicação e muito menos autorizei qualquer modificação em seu conteúdo.
    Gostaria de entrar em contato com os responsáveis por sua publicação e tentar de alguma forma tentar recuperar as falhas introduzidas no texto

    Este conto foi publicado no site http://www.rh.com.br, juntamente com outros artigos de minha autoria.

    Peço a gentileza aos adminostradores deste site para solicitar aos responsáveis por sua publicação para que entrem em contato comigo e desde já autorizo este site a fornecer meu e-mail para estabelecer contato.

    Atenciosamente,

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