Emprego na Internet
A Internet virou a maior aliada dos últimos tempos para quem busca colocação no mercado. Este é o resultado de uma pesquisa feita por uma empresa de Recursos Humanos junto a 31 mil homens e mulheres na faixa de 25 a 60 anos empregados em empresas privadas de todo o país.
Segundo o estudo, 67,1% dos entrevistados usam a Internet para procurar emprego, e 8,63% dos profissionais já conseguiram uma vaga através de sites e e-mails.
As empresas cadastram as oportunidades de emprego em sites especializados, e os candidatos enviam os currículos – que devem ser mais enxutos que o normal. “Deve ter endereço, telefone, e-mail e celular, para contato. Depois, formação profissional, línguas e cursos de graduação ou formação extra”, explica a consultora de RH Fátima Rosseto. “Além disso, costuma haver um espaço para o resumo de suas qualificações profissionais, e é espaço que, em geral, você deve aproveitar de forma bastante consistente”.
Muitas pessoas ainda têm receio de colocar seus dados na rede – e têm que ter, mesmo. Segundo os especialistas, certos cuidados devem ser tomados antes de você se cadastrar. “O número do CPF ou da carteira de trabalho são dados que se você precisar passar, vai passar numa fase muito mais adiantada do processo seletivo”, alerta.
Há 40 dias, a assistente administrativa Juliana da Silva trabalha no setor de marketing de uma rede de farmácias; ela chegou até lá depois de entrar na página da empresa na Internet. Ela preencheu uma ficha de pedido de emprego e foi chamada para uma entrevista.
Juliana foi insistente: calcula que mandou e-mails para mais de 50 empresas de Curitiba, sempre pelo computador – e, antes do emprego, ela já tinha conseguido um estágio em um banco, também preenchendo uma ficha pela Internet. “Acredito que o currículo impresso, pelo incômodo, muitas vezes acaba sendo descartado”, ela diz.
Para o empregador, interessa economizar tempo: com o cadastro dos candidatos, em poucos minutos ele tem o currículo que melhor se encaixa no perfil do que ele está precisando.
Uma metalúrgica de Sertãozinho, no interior de São Paulo, só faz recrutamento de profissionais pela Internet. A empresa recebe, em média 100 currículos por mês; nos últimos cinco meses, dez candidatos que enviaram o currículo pela Internet foram contratados.
“Vindo até a empresa entregar um currículo, nem sempre a pessoa do RH está disponível para te receber naquele momento. Ele acaba vendo seu currículo no fim do expediente ou até no outro dia”, explica a administradora de RH Vanessa Leone.
Vamos a outras dicas para quem já entrou na rede atrás de uma oportunidade de emprego:
Além dos sites das empresas, as comunidades, fóruns de discussão e redes de relacionamento profissional dão bons resultados.
Não se esqueça do networking: os contatos com amigos, ex-chefes e outros profissionais de sua área podem fazer as pessoas lembrarem de você.
A Internet faz com que a pessoa que está buscando emprego tenha contato com maior número de empregadores; mas há agências que são acusadas de aumentar os salários que oferecem e até anunciar vagas que não existem. Então, aproveite a chance de conseguir uma vaga de emprego, mas pesquise muito bem a empresa virtual antes de colocar seus dados na rede.
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Categoria: Recursos Humanos
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