Mercado de trabalho - jovens x veteranos
A indústria cearense emprega tanto jovens quanto trabalhadores mais experientes. Mas exige ensino médio
Para garantir a produtividade industrial, o que vale mais: contratar jovens brilhantes ou veteranos experientes? Na indústria cearense, a mescla dos dois perfis profissionais vem dando resultados positivos. Segundo estudo realizado pelo Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), denominado ´Evolução do Emprego Industrial no Ceará´, o setor secundário local, em 2007, concentrou as contratações nos públicos de faixas etárias de 18 a 24 e de 30 a 39 anos. Um dado chama mais atenção do que a idade, o de que 50,5% da mão-de-obra industrial tem, pelo menos, o ensino médio.
O Ceará lidera, no Nordeste, o saldo de empregos formais na indústria, conforme adiantou o Diário do Nordeste , na primeira parte da reportagem ´Chave do Crescimento´ (edição de 27 de janeiro de 2008). O estoque de vagas celetistas no segmento — incluindo a indústria de transformação e extrativa mineral — atingiu 210.985, no ano passado. Com o crescimento de 6,75% sobre 2006, o resultado consolida o Ceará na primeira posição, entre os Estados do Nordeste, em número de postos de trabalho no setor secundário. De 2005 para 2007, o incremento no estoque de ocupações celetistas na indústria cearense é de 15,2%.
O trabalhadores com idade entre 18 e 24 anos somam 63.283 pessoas, representando 30% dos 211.035 celetistas contratados ano passado. A segunda faixa etária mais representativa no levantamento é a de pessoas com 30 a 39 anos, totalizando 59.709 trabalhadores na indústria local — cerca de 28% do total do estoque de vagas celetistas na indústria do Estado. O estudo do IDT tem por base o somatório da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), em 2006, com o desempenho anual do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em 2007.
Mais capacitação
De acordo com o levantamento, o número de pessoas com ensino médio, entre aquelas ocupadas na indústria local, saltou de 79.463, em 2005, para 106.701, no ano passado — alta de 34%. Já o de trabalhadores com ensino fundamental passou de 94.202 para 92.774, no mesmo período, retração de 2%. Segundo Erle Mesquita, analista do mercado de trabalho do IDT, a competitividade advinda da globalização tem levado as indústria locais a exigirem maior grau de instrução formal de seus colaboradores.
Conforme Pedro Jorge Ramos Vianna, coordenador da Unidade de Economia e Estatística do Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará (Indi), entidade da Federação das Indústrias do Estado (Fiec), a construção civil, ao lado da metalúrgica e da indústria de Tecnologia da Informação (TI), são os setores com maior carência de mão-de-obra qualificada.
PERFIL DO OPERÁRIO CEARENSE
129.659 trabalhadores industriais são homens
81.376 trabalhadores industriais são mulheres
63.283 têm idade entre 18 e 24 anos
47.934 estão na faixa etária de 25 a 29 anos
59.709 têm entre 30 e 39 anos de idade
29.312 estão na faixa etária de 40 a 49 anos
92.774 possuem o ensino fundamental
106.701 possuem o ensino médio
Fonte: IDT
Categoria: Recursos Humanos
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