RH: conto de fadas ou realidade?
Postado em 29 de abril de 2008 por Prof. Rita Alonso
Ainda hoje, quando mencionamos o termo Recursos Humanos ou fazemos referência aos funcionários, inteligentemente chamados de colaboradores em qualquer empresa atualizada e inserida no contexto evolutivo da globalização, muitos de nós, ainda que dotados de vasto conhecimento geral, representamos mentalmente o tão famigerado e frígido Departamento de Pessoal, cujas principais atribuições são Folha de Pagamento, Cartões de Ponto, Atestados Médicos, Licenças, Férias etc. Área esta puramente contábil e cuja razão lógica, ao meu ver, faz-me crer que deveria estar atrelada ao Depto. Financeiro.
Nada contra um departamento tão importante como o Depto. de Pessoal, que detém e gera arquivos altamente relevantes à vida documental de todos nós trabalhadores. O que me incomoda é o fato de que o mesmo, por ser geralmente desatento quanto aos objetivos da empresa e, pior ainda, centrado em atividades ao invés de resultados, não deveria deixar-se levar pelo autoritarismo, manipulando regimentos internos e aplicando advertências. Quando se fala em benefícios e remuneração então, cria planos e fórmulas mirabolantes, às quais, inexoravelmente, não agregam qualquer valor e fatalmente aniquilam a motivação dos funcionários colaboradores.
Qual a diferença, então!?
Através de profissionais que estão sempre em busca da excelência e harmonia, a gestão de Recursos Humanos passa a ser uma ferramenta de Qualidade que enfoca a satisfação dos colaboradores internos, os quais se tornam contribuintes mais participativos quando pensam, analisam e criam estratégias e objetivos operacionais mais executáveis e tangíveis.
Na gestão de RH, assim como nos demais departamentos, existem alguns profissionais migrados de outras áreas que, contudo, não são aptos para tal. Sem qualquer tipo de orientação, informação e treinamento, são simplesmente “jogados” na posição e “obrigados” a desenvolvê-la. Maior exemplo disso é a grande incidência de profissionais que se desenvolveram no Depto. de Pessoal e que são indevidamente recolocados ou admitidos no Depto. de Recursos Humanos, por serem eles muitas vezes confundidos. Aí é que está o erro, pois um profissional qualificado para exercer qualquer função em Recursos Humanos é aquele que sabe lidar com pessoas, sem enxergar somente cálculos, números e cifras, ouvir a todos os níveis hierárquicos, comunicar-se com facilidade e carregar consigo o verdadeiro espírito de equipe. Além de ter o dom…
Por tais habilidades, mais do que nunca o setor de Recursos Humanos vem demonstrando porque é de extrema necessidade, uma vez que vem conseguindo provar para as organizações que faz a diferença!
Esta diferença acontece justamente quando os gestores em RH são profissionais bem treinados, transparentes, peritos e atualizados que além de estudar a filosofia, a missão e o que está sendo realizado na empresa, em paralelo, informam-se por meio de benchmarking sobre as aplicações bem sucedidas no mercado linear e, quando possível, na concorrência. São pois verdadeiros expertises! A partir daí, agregam todas as informações internas e externas referentes ao que se realizou no passado e o que existe no presente (o que deu certo e o que não deu) para, então, com todo seu conhecimento e experiências prévias na área, colocar mãos à obra.
Através de métodos e processos eficientemente aplicados desde a contratação de pessoal até seu desligamento, ministramos treinamentos e palestras, damos orientações e desenvolvemos colaboradores em todos os níveis hierárquicos, sem esquecer de mencionar que gerenciamos e divulgamos a real necessidade em praticar a comunicação verbal e escrita. Ademais, propomos à empresa as necessidades e ajustes necessários, sempre adaptados ao seu perfil, necessidades e objetivos. Para quê? Para tornar as empresas mercadologicamente competitivas e rentáveis!
E isto é bom para a empresa e colaboradores como um todo?
Lógico que é, pois tudo isto acontece com o único e global intuito de garantir qualidade aos serviços e produtos, imbuídos de total espírito de equipe. Em resumo, quando os colaboradores internos estão satisfeitos, os serviços e produtos agradam os clientes externos, criando um elo de fidelidade e reciprocidade e, conseqüentemente, alcançamos a tão almejada rentabilidade organizacional.
Por fim, não podemos comparar a gestão de Recursos Humanos ao Departamento de Pessoal e nem permitirmos que “curiosos despreparados” encham o peito ao mencionar que trabalham em RH. Que termo é este… “trabalhar em RH?!”.Trabalhar na gestão de Recursos Humanos não é para qualquer um! “Cada macaco no seu galho!” e “cada galho em seu devido lugar!”.
Em âmbito geral, há que haver uma parceria entre empresa e colaboradores para que a cultura empresarial amadureça. Caso contrário, ficaremos estagnados no tempo de forma arcaica e deixaremos de progredir, ficando fadados à própria sorte e expostos à morte súbita.
Se este texto serviu a você empresa ou a você “profissional de RH”, está na hora de parar, pensar, amadurecer e analisar uma citação a qual considero muito simples (dentre as muitas que já vi, li e reli), mas que traz uma mensagem muito profunda, objetiva e contundente:
“Gatinho Cheshire, por favor, diga-me qual caminho devo seguir?”, perguntou Alice, “Depende de onde você quer chegar”, respondeu o gato.
(Alice no País das Maravilhas, do inglês Lewis Carroll, é um clássico da literatura universal que tem fascinado gerações de leitores desde a sua primeira versão em 1862).
Nada contra um departamento tão importante como o Depto. de Pessoal, que detém e gera arquivos altamente relevantes à vida documental de todos nós trabalhadores. O que me incomoda é o fato de que o mesmo, por ser geralmente desatento quanto aos objetivos da empresa e, pior ainda, centrado em atividades ao invés de resultados, não deveria deixar-se levar pelo autoritarismo, manipulando regimentos internos e aplicando advertências. Quando se fala em benefícios e remuneração então, cria planos e fórmulas mirabolantes, às quais, inexoravelmente, não agregam qualquer valor e fatalmente aniquilam a motivação dos funcionários colaboradores.
Qual a diferença, então!?
Através de profissionais que estão sempre em busca da excelência e harmonia, a gestão de Recursos Humanos passa a ser uma ferramenta de Qualidade que enfoca a satisfação dos colaboradores internos, os quais se tornam contribuintes mais participativos quando pensam, analisam e criam estratégias e objetivos operacionais mais executáveis e tangíveis.
Na gestão de RH, assim como nos demais departamentos, existem alguns profissionais migrados de outras áreas que, contudo, não são aptos para tal. Sem qualquer tipo de orientação, informação e treinamento, são simplesmente “jogados” na posição e “obrigados” a desenvolvê-la. Maior exemplo disso é a grande incidência de profissionais que se desenvolveram no Depto. de Pessoal e que são indevidamente recolocados ou admitidos no Depto. de Recursos Humanos, por serem eles muitas vezes confundidos. Aí é que está o erro, pois um profissional qualificado para exercer qualquer função em Recursos Humanos é aquele que sabe lidar com pessoas, sem enxergar somente cálculos, números e cifras, ouvir a todos os níveis hierárquicos, comunicar-se com facilidade e carregar consigo o verdadeiro espírito de equipe. Além de ter o dom…
Por tais habilidades, mais do que nunca o setor de Recursos Humanos vem demonstrando porque é de extrema necessidade, uma vez que vem conseguindo provar para as organizações que faz a diferença!
Esta diferença acontece justamente quando os gestores em RH são profissionais bem treinados, transparentes, peritos e atualizados que além de estudar a filosofia, a missão e o que está sendo realizado na empresa, em paralelo, informam-se por meio de benchmarking sobre as aplicações bem sucedidas no mercado linear e, quando possível, na concorrência. São pois verdadeiros expertises! A partir daí, agregam todas as informações internas e externas referentes ao que se realizou no passado e o que existe no presente (o que deu certo e o que não deu) para, então, com todo seu conhecimento e experiências prévias na área, colocar mãos à obra.
Através de métodos e processos eficientemente aplicados desde a contratação de pessoal até seu desligamento, ministramos treinamentos e palestras, damos orientações e desenvolvemos colaboradores em todos os níveis hierárquicos, sem esquecer de mencionar que gerenciamos e divulgamos a real necessidade em praticar a comunicação verbal e escrita. Ademais, propomos à empresa as necessidades e ajustes necessários, sempre adaptados ao seu perfil, necessidades e objetivos. Para quê? Para tornar as empresas mercadologicamente competitivas e rentáveis!
E isto é bom para a empresa e colaboradores como um todo?
Lógico que é, pois tudo isto acontece com o único e global intuito de garantir qualidade aos serviços e produtos, imbuídos de total espírito de equipe. Em resumo, quando os colaboradores internos estão satisfeitos, os serviços e produtos agradam os clientes externos, criando um elo de fidelidade e reciprocidade e, conseqüentemente, alcançamos a tão almejada rentabilidade organizacional.
Por fim, não podemos comparar a gestão de Recursos Humanos ao Departamento de Pessoal e nem permitirmos que “curiosos despreparados” encham o peito ao mencionar que trabalham em RH. Que termo é este… “trabalhar em RH?!”.Trabalhar na gestão de Recursos Humanos não é para qualquer um! “Cada macaco no seu galho!” e “cada galho em seu devido lugar!”.
Em âmbito geral, há que haver uma parceria entre empresa e colaboradores para que a cultura empresarial amadureça. Caso contrário, ficaremos estagnados no tempo de forma arcaica e deixaremos de progredir, ficando fadados à própria sorte e expostos à morte súbita.
Se este texto serviu a você empresa ou a você “profissional de RH”, está na hora de parar, pensar, amadurecer e analisar uma citação a qual considero muito simples (dentre as muitas que já vi, li e reli), mas que traz uma mensagem muito profunda, objetiva e contundente:
“Gatinho Cheshire, por favor, diga-me qual caminho devo seguir?”, perguntou Alice, “Depende de onde você quer chegar”, respondeu o gato.
(Alice no País das Maravilhas, do inglês Lewis Carroll, é um clássico da literatura universal que tem fascinado gerações de leitores desde a sua primeira versão em 1862).
Eliane C. Michelazzo
Categoria: Recursos Humanos
Imprimir este Post

Sra. Eliane, está de parabéns pelo texto, achei ótimo. Estou terminando meus estudos em RH, e vários de meus amigos me questionam e teimam que RH e DP são a mesma coisa, vou mostrar para eles o seu texto.
Infelizmente alguns empresários ainda não acreditam no RH, mas tenho certeza que com o passar do tempo e eles ficando para trás, mudarão de idéia.
Mais uma vez, meus parabéns.
Embora concorde que o RH tem todo um treinamento para lidar com os colaboradores, vale ressaltar que nem todos os profissionais do RH estão devidamente preparados para assumir o posto. Ele precisa estar antenado inclusive na legislação trabalhista e previdenciária para que quando “achar” que tomar certa medida com o colaborador a fim de ajudá-lo, não coloque a empresa de encontro com essas legislações. Concordo sim que Depto Pessoal e RH são departamentos discrepantes, no entanto, acredito que os melhores resultados (para colaborador e empresa) é o trabalho em conjunto dos dois departamentos. O de Pessoal para não apenas enxergar números e o RH para não dar passo em falso na hora de tentar ajudar o colaborador e prejudicar a empresa por não levar em consideração as legislações vigentes e com isso acarretar em processos trabalhista. Um departamento tem muito que aprender com o outro. Iniciei minha vida profissional no Depto. Pessoal, tenho formação superior na área de Gestão de Pessoal (RH) e sei quão importante é buscar melhorias, trabalhar o desenvolvimento e as competências do colaborador, mas tomar todas essas ações atentando-se também com os princípios do Depto Pessoal de enquadrar a empresa dentro das leis trabalhistas.