A Fé e a Emotologia


A única vez que a Bíblia dá uma definição é no caso de fé, como encontramos em Hebreus, 11.1: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem”.

A Bíblia, como outros livros sagrados para os religiosos que os seguem, pode ser encarada como um manual de uso do cérebro, ou melhor, de como mobilizar potencialidades humanas. Podemos até dizer que são prescrições como, modernamente, a Emotologia, – que é a verdadeira ciência do Ser Humano,– faz para aqueles que a seguem. Assim, desse ponto de vista, a interpretação do conceito bíblico de fé é: firme fundamento das coisas que se esperam – indica que precisamos ter objetivos claramente definidos e não duvidarmos que eles se transformarão em resultados; a prova das coisas que não se vêem – temos aqui que os resultados esperados devem ser visualizados, sentidos, tocados com os sentidos da mente, pois o cérebro não distingue entre algo real de alguma coisa emotizadamente imaginada, isto é, empolgada com os sentidos da mente, com emoções.

Pode-se duvidar da existência de Deus, mas não da existência da fé. A Fé chega a ser um fenômeno biológico, pois é importante para a preservação da espécie. As estruturas do cérebro que controlam as ações para a preservação da espécie são o sistema límbico (mais responsável pelas emoções) e o sistema de produção de substâncias no organismo, aí incluído o sistema glandular endócrino. A esse conjunto denominamos Sistema de Autopreservação e Preservação da Espécie (SAPE). E a fé atua nesse sistema.

Antes de o ser humano ter inventado a língua para se comunicar, ele transmitia suas idéias, desejos, sentimentos etc. por meio das imagens mentais que criava e eram reveladas por suas atitudes, traduzidas em postura, gestos, gritos etc. O ser humano tinha então, nas imagens mentais, o firme fundamento do que esperava e a prova do que não via. Assim, a existência da fé prescinde da existência de Deus, embora toda vez que se fala em fé, logo surge a idéia de religião, de divindade. Mesmo o cientista mais cético tem fé na ciência, tem fé em si mesmo, tem fé na inteligência, tem fé em princípios, na ética, nos valores etc.

Todo ser humano de fé é aquele que sabe o que quer e tem certeza inabalável de que vai conseguir. Ter fé é saber querer.

Ainda na Bíblia, no caso da cura da mulher que tinha um fluxo de sangue, Jesus disse a ela, que acreditava ficar boa se tocasse as vestes do Mestre: “a tua fé te curou” e a mulher ficou sã. Portanto, o que importa é a fé e não quem realiza o milagre.

Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro
Mentor da Emotologia

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